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‘Empresas biônicas’ crescem duas vezes mais, aponta BCG

As chamadas ‘empresas biônicas’, aquelas que combinam de maneira bem-sucedida novas tecnologias com capacidades humanas, estão na vanguarda das transformações e são mais lucrativas, apontou estudo da Boston Consulting Group. Segundo a pesquisa, essas organizações gastam cerca de 1,5 vezes mais em pesquisa e desenvolvimento do que empresas ainda imaturas, mas apresentam um crescimento de EBITDA cerca de 1,8 vezes maior e alcançam um aumento de valor empresarial em média 2,4 vezes superior.

“O processo de transformação de dados bem conduzido traz diversos benefícios para as empresas, como a redução das despesas de capital (capex) e maior eficiência operacional. Negócios que têm a capacidade de trabalhar com a previsão de falhas, por exemplo, conseguem otimizar a produção e obter melhores margens”, afirma Eduard Pujol, diretor executivo e sócio do BCG.

Há setores que estão mais avançados e aqueles que têm um caminho mais longo a ser percorrido, como é o caso dos setores de energia, automotivo e de bens industriais.

Leia também: Maioria dos líderes brasileiros ignora potencial dos dados nos negócios

No caso do automotivo, por exemplo, à medida que os veículos ficam mais inteligentes e conectados, eles geram um volume e uma variedade maiores de dados do motorista. Mas, até agora, de acordo com o estudo, muitos fabricantes não têm apresentado a capacidade de capitalizar as oportunidades emergentes de dados – principalmente porque a maioria tem se concentrado principalmente em funções internas, como engenharia e produção.

Em algumas situações, a própria natureza das indústrias pode ser um obstáculo, diz o BCG. No caso das empresas focadas em B2B, há a impressão de uma menor necessidade do uso de dados, que geraria uma melhor compreensão dos clientes.

A segurança também preocupa, alerta a consultoria, já que alguns setores, como aeroespacial e de defesa, por exemplo, temem riscos de cibersegurança e questões regulatórias que envolvem transparência de dados.

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