O data center como conhecemos está com os dias contados. Pelo menos é o que aponta um levantamento do Gartner, que indica que a maioria das empresas e organizações entrevistadas acredita que haverá uma migração completa de dados para a nuvem até 2025.
De acordo com a pesquisa, 10% das empresas já desativaram seus data centers tradicionais. Entretanto, nem tudo está na nuvem – ainda. A transformação é inevitável, mas muitas empresas ainda se adequam a elas.
Segundo o Gartner, muitas corporações estão repensando o posicionamento de aplicações, com base na latência da rede, na quantidade de clusters por clientes e limitações geopolíticas – por exemplo, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia, além de outras restrições regulatórias, como a futura Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor no Brasil em agosto deste ano.
Segundo as métricas do relatório Tecnologia 2019 do Gartner, a porcentagem do orçamento de TI direcionado aos data centers teve queda e, hoje, representa somente 17% do montante da área. Ainda de acordo com a empresa de consultoria, as empresas com Data Centers mais antigos não desejam reconstruí-los ou criar novas estruturas desse tipo, sobretudo por conta dos altos custos. Eles preferem terceirizar a gerência e a infraestrutura física.
O serviço de Colocation é frequentemente utilizado como substituto dos Data Centers tradicionais porque oferece maior disponibilidade, confiabilidade, níveis certificados de camada de construção, eficiência energética, gerenciamento de instalações dedicadas e capacidade de escala.
O que permanece no local são processos de negócios que são essenciais para a missão das empresas e que exigem maior supervisão e níveis de controle mais detalhados do que os disponíveis por meio de infraestrutura em Nuvem e modelos hospedados.
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