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Empresa brasileira usa GPU para medir intenção de compra em lojas físicas

Terminais de consulta de preço e câmeras de segurança podem fazer muito mais do que simplesmente informar o preço dos produtos e auxiliar na segurança da loja. Com a tecnologia correta, eles podem identificar os pontos da loja de mais atração para o consumidor e dizer ao lojista onde posicionar um produto para vender mais.

Utilizando servidores Jetson TK1 e processamento gráfico em nuvem, ambos da NVIDIA, a GeekSys, empresa brasileira precursora do conceito Store Performance Management (SPM), está investindo no desenvolvimento de tecnologias de inteligência para lojas físicas com resultados positivos nas vendas de seus clientes.

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“Atualmente, o nosso sistema é capaz de capturar a intenção de compra dos consumidores, além de contar quantas pessoas passaram por determinado corredor e medir a popularidade das gôndolas via mapa de calor. Isso ajuda, por exemplo, aos administradores a decidirem se aquele produto está bem localizado ou se chamará mais a atenção em outro local de mais destaque. Além disso, é possível verificar quais zonas estão ‘abandonadas’ pelos clientes e como está a taxa de conversão de compra e nível de interesse por certos itens”, explica o CEO e fundador da GeekSys, Luiz Vitor Martinez Cardoso.

Olhar da tecnologia

Fundada em 2011, a GeekSys investe em tecnologias inovadoras como o Adbox Sense, PriceCheck e o HeatMaper, ambos voltados para o mercado e varejo. O sistema SPM, segundo Cardoso, começou com um piloto em uma rede de livrarias e agora está expandindo seu uso para outras empresas.

O produto, explica o engenheiro, visa agregar ao comércio físico aa possibilidade de mapear o comportamento de compra e visitação de clientes nas lojas para além do uso de sistemas de ERP e CRM. “No varejo online é mais fácil saber se o consumidor entrou no site e comprou ou se voltou uma semana depois. Nas lojas físicas esse acompanhamento é mais complexo, mas criamos o SPM para conectar os sistemas de ERP e CRM com tecnologias de acompanhamento visual desse cliente”, diz Cardoso. 

O sistema utiliza uma combinação do uso de tecnologias já existentes na loja – câmeras de segurança e terminais de consulta de preço de produto – com as placas da Nvidia Jetson TK1 e o processamento e análise das imagens em serviços de nuvem. “Uma placa dessas consegue processar imagens geradas por até 100 câmeras, com um preço muito baixo”. diz Cardoso.

Dashboard

A ideia básica é posicionar produtos em determinados locais da loja e, a partir da combinação das imagens e dos inputs dos terminais de consulta de preço e do sistema do caixa, saber o que levou um cliente a escolher um determinado produto e entender o que impediu ou permitiu a venda. Esse conhecimento, explica Cardoso, dá ao lojista conhecimento para entender como distribuir os produtos na loja e como trabalhar as vitrines para estimular a venda.

“Passamos a entender a relação do preço com a compra e passamos a ajudar a aumentar as vendas a partir da mudança de preço, posicionamento na loja etc. Identificamos por exemplo que em 75% a 80% das vendas, a decisão de compra é tomada na hora em que o consumidor passa o livro pelo terminal de consulta de preço”, conta Cardoso.

A experiência com um determinado tipo de varejo será agora replicada para calçados, farmácias e outras redes de lojas. “Vamos oferecer ao lojista um dashboard que consegue combinar dados demográficos com intenção de compra e posicionamento de produto. Com um ticket médio de 3 mil reais mensais por loja, o sistema gera pelo menos cinco vezes esse valor em faturamento incremental para o varejista”.

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Redação
Tags: varejo
11 anos ago

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