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Em constante MVP: CIOs são protagonistas na transformação digital

Não é novidade que a área da TI, de alguns anos para cá, tem se tornado cada vez mais essencial para a orquestração de negócios e o futuro das companhias. Hoje, especialmente durante a pandemia de Covid-19, chegou a vez dos CIOs discutirem sobre a adaptação da área – e das companhias, como um todo – em um mundo mais digital.

Hoje, não há mais espaço para discussões que levam semanas até um veredito, e a gestão tradicional dos negócios também está em cheque. Para debater sobre este cenário, o assunto foi tema de um dos últimos Breakouts do IT Forum@Home, edição inédita do evento anual da IT Mídia, que desta vez aconteceu 100% online. Participaram do debate Luzia Sarno, CIO do Grupo Fleury; Cesar Santos, CIO da Claro, e Paulo Henrique Farroco, CIO do Carrefour. A moderação ficou por conta de Sergio Lozinsky, da Lozinsky Consultoria.

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De acordo com um relatório da Adobe divulgado nos últimos dias, o crescimento do e-commerce nos Estados Unidos durante a pandemia corresponde ao que era esperado para os próximos quatro a seis anos. Isso é prova de que as marcas, mais do que nunca, precisam de agilidade para atender às demandas do mundo pós-covid. “Não se espera que os números do e-commerce continuem neste patamar, mas é certo de que nunca mais voltará ao que era antes, em todos os segmentos”, diz Lozinsky.

Transformação digital traz agilidade

Luiza Sarno, CIO do Grupo Fleury, vê um movimento no mercado de reação ágil das companhias, sejam elas grandes corporações ou pequenas empresas. “A Covid-19 nos ajudou a acelerar soluções tecnológicas de forma exponencial, além da mudança de mindset, que é o mais importante. Quando você coloca o cliente genuinamente no centro do negócio e ouve o que ele quer, é quando você exercita de fato essa mudança”, diz.

Uma das principais transformações no Fleury nos últimos meses está diretamente relacionada à experiência do cliente. Agora, o laboratório implantou testes de Covid-19 no modelo drive-through, o que permite reduzir ao máximo o contato físico entre potencial contaminado e profissionais de saúde. “Isso é uma quebra de paradigma, que extrapola a transformação digital. Quando você se põe na pele do cliente e entende o que ele precisa em um momento como esse, você desenvolve soluções e processos para atendê-lo da melhor maneira possível naquela situação.”

Em uma das plenárias do evento, o professor da FGV Arthur Igreja afirmou que o mundo está em uma constante POC (prova de conceito). Para Luiza, o mundo agora é um MVP contínuo. “O novo cenário nos permite exercitar o modelo ágil em sua totalidade. Para nós, que somos apaixonados por TI e inovação, ‘what a day to be alive’! Os profissionais de tecnologia têm um privilégio dentro da empresa, porque a gente conhece o ferramental técnico e somos a única área com uma visão holística, desde o backoffice até a visão do cliente.

Foco no cliente

Paulo Henrique Farroco, do Carrefour, acredita que a rede está aproveitando ao máximo as oportunidades dos novos tempos e unindo tecnologia ao toque humanizado de seus colaboradores, para oferecer ao público uma melhor experiência durante compras. “De forma espontânea, um grupo de pessoas do Carrefour, sem nenhuma organização formal, percebeu a situação atípica e se movimentou para melhorar os serviços, já que prestamos um serviço essencial.”

Com a ajuda da área de TI, o grupo começou a colecionar sugestões de processos e mudanças de forma rápida, colocando o cliente no centro das soluções, focando na saúde de colaboradores e consumidores. “Quase que instantaneamente viramos uma startup. Começamos a tomar decisões com grupos muito mais enxutos e em tempo muito mais curto. Houve um sentimento genuíno de colaboração, os silos se romperam de uma forma que eu achei que demoraria anos para acontecer”, conta.

Em 45 dias, a gigante varejista colocou em prática 200 novos projetos e ações. Os esforços abrangeram todas as áreas da companhia, desde colocar placas de acrílico para separar atendentes e clientes nas lojas até criar um aplicativo para acompanhar a saúde dos colaboradores em home office.

“Uma mensagem que eu gosto de passar é: aproveitem essa oportunidade. Nós, CIOs, somos beneficiados nesse momento, privilegiados por termos a visão do processos e a caixa de ferramenta que temos na mão. Aproveite o convite dos conselhos para garantir uma posição de destaque”, diz.

Um caminho sem volta

A Claro, desde o início do ano, tem percebido grandes esforços por parte do mercado para acelerar a transformação digital das companhias. “Algumas empresas de forma mais forte, outras de forma mais tímida, mas o momento está nos fazendo repensar, investir e transformar”, diz Cesar Santos, CIO da Claro.

Para o executivo, é importante que os CIOs se atentem aos canais digitais das empresas, porque a tendência é de mudança das exigências dos clientes e do contato com o consumidor. “Nós conseguimos expandir em 90 dias o que pensávamos para uma década. Um canal que teve aumento expressivo 700% de crescimento no consumo foi pelo WhatsApp. Empresas que já estavam de alguma maneira preparadas ou, pelo menos, com algum alicerce para esse aumento de volume, já se adaptaram de uma maneira rápida”, conta.

O executivo finaliza afirmando que, de agora em diante, as empresas que não tiverem TI como área protagonista, como driver da transformação, terão muita dificuldade com o mundo pós-coronavírus. “A TI não suporta a empresa, transforma. Quero ressaltar três pontos importantes para nós, CIOs: protagonismo, resiliência e adaptabilidade. No momento que estamos passando, precisamos ser muito fortalecidos. A gente precisa inovar, mas sem protagonismo a gente não segura essa área tão importante e nobre. Em todas as organizações, será cada vez mais fortalecida”, completa.


Acompanhe os outros Breakouts e Plenárias do IT Forum@Home aqui.

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Published by
Redação
Tags: IT Forum@Home
6 anos ago

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