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Em 2017 assistiremos à ascensão dos aplicativos descartáveis

Se há uma previsão infalível para 2017 (e daí em diante) é a de que a cultura dominante da indústria de desenvolvimento irá se pautar cada vez mais por algumas vertentes bem claras: em primeiro lugar, a afirmação de um mundo “agnóstico” no qual a prevalência do JavaScript como linguagem padrão adquire novos contornos para que o código projetado pelo desenvolvedor possa ser efetivo e funcional em qualquer tipo de navegador e sem restrição de hardware.

Em segundo lugar, cresce a cada dia a exigência de extrema rapidez no desenvolvimento e, para complicar, associando-se essa exigência à de se construir linhas de código altamente adaptáveis e efetivas para responder à demanda de aplicações altamente sensíveis ao contexto e resilientes ante os riscos cada vez maiores do ambiente em nuvem.

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Com o JavaScript agora funcionando como um código do lado do servidor e direcionando a aplicação iOS e Android, vai ficado mais e mais difícil encontrar um ecossistema de software ao qual o JavaScript já não exerça forte influência. Além disso, o JavaScript está ganhando prevalência entre grandes empresas graças ao Node.js e ao Microsoft TypeScript.

Notemos que, nos últimos anos, a Node tem feito progressos para conseguir uma oferta mais estável para as grandes empresas, bem como para incorporar características corporativas tais como propostas de planos de suporte de longo prazo. Em 2017, vamos ver o JavaScript – e o Node especificamente – começarem a “roubar” os negócios do C # tradicional e os casos de uso de Java para as empresas.

Outra visível consequência da agilidade e da complexidade das novas aplicações voltadas para o mundo da nuvem é uma corrida para paradigmas de linguagem intuitiva e táctil na arquitetura dos códigos.

As ferramentas de desenvolvimento tendem a ficar mais acessíveis do que nunca em função da necessidade dos negócios que impõem um ciclo de produção e ativação cada vez mais resumido para as aplicações.

Lembremo-nos de que nos anos 80 e 90, muitos não desenvolvedores conseguiam operar pelo menos algumas funções básicas de desenvolvimento através de recursos “arraste e solte” e, desta forma, trilhar um caminho para criar, visualmente, aplicações de desktop via WinForms. Desde então, entretanto, a web e a nuvem tornaram o desenvolvimento mais complexo e descentralizado, tornando-o inviável para desenvolvedores não especialistas.

Como resposta a este retrocesso, nos próximos anos, veremos uma convergência de ferramentas semelhantes ao WinForms, nas quais o desenvolvedor corporativo poderá montar visualmente grande parte de suas aplicações. Em outras palavras, tornando o desenvolvimento muito mais acessível para qualquer nível de desenvolvedor.

A Ascensão dos Apps Descartáveis
A partir de 2017, assistiremos a um avanço dos aplicativos descartáveis, reforçando-se este fenômeno que também deriva da aceleração das demandas.

Estamos falando de aplicações altamente pressionadas pelo “time to market” e criadas para resolver um problema específico e, que em seguida, jamais serão novamente visitadas. Este nível de aceleração pode tornar o ciclo de aplicações proibitivamente caro e ineficiente, e isto sem mencionar sua difícil viabilização, devido ao longo processo de se transformar uma ideia em uma aplicação, tal como nos mostra a experiência.

No entanto, a nova tecnologia disponível permite que os desenvolvedores criem um aplicativo de forma muito mais eficaz e mais rápida, tornando o software descartável uma prática mais razoável e financeiramente justificada.

Para o curto prazo, porém não devemos assistir como algo mais perto de nós um padrão de desenvolvimento totalmente suportado por componentes web. Continuará a haver dificuldades especialmente com a questão do desempenho, e mais especificamente, em relação ao Shadow DOM.

Embora a Apple tenha implementado o Shadow DOM no Safari, o recurso, na verdade, sempre esteve lá. E abrir a API foi mais um gesto conveniente do que a afirmação de um suporte ao padrão.

Ao mesmo tempo em que os desenvolvedores e fornecedores de navegadores reconhecem a necessidade de um suporte nativo aos componentes, bibliotecas como React e Angular preencheram a lacuna e forneceram muito mais aos desenvolvedores em termos de recursos de aplicativos, do que apenas um modelo de componente. Tanto a Angular quanto a React continuarão a ganhar adesão e serão a solução de “componentes web” para os desenvolvedores em um futuro previsível.

 

(*) Burke Holland é diretor de Relações com os Desenvolvedores da Progress

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cristina.deluca
9 anos ago

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