Utilizamos nesse teste uma placa Gigabyte X48 com dois slots X16 PCI-Express 2.0 e slots X1 “capados”, algo comum na plataforma Intel. As placas ECS foram testadas nos slots X1 e a placa ASUS no slot X16 destinado a VGA, visto que a placa mãe não possui um slot X4 dedicado. Apesar dessas diferentes configurações, o resultado final não se alterou.
A Seagate nos forneceu um disco Barracuda XT com suporte a SATA 6G, que foi o único utilizado em todas as avaliações, não importando se estava conectado em um case USB externo, em uma porta SATA II ou SATA 6G, assim é fácil perceber as diferenças de performance dos protocolos de transmissão mantendo o mesmo disco em todas as situações. Infelizmente não dispúnhamos de um case USB 3.0 externo para a avaliação do novo padrão USB, mas há inúmeros relatos na Internet que a performance se tornou similar à obtida no SATA II e que por isso acaba sendo limitada à performance do HDD em si, e não ao padrão USB.
Devido à ausência de um case USB 3.0 o resultado ficou dentro do esperado, ou seja, uma linha constante na leitura do disco em torno de 35MB/s usando a USB 2.0 nativa da placa, e uma linha constante de 38MB/s usando as adaptadoras USB 3.0 (tanto Asus quanto ECS). Essa pequena melhora não tem uma explicação clara, já que o limitador aqui é o case USB 2.0, mas ocorreu em todas as situações que usamos a controladora USB 3.0.
Já com a controladora SATA 6G não havia nenhum limitador a não ser as características do próprio HDD, mesmo ele sendo do padrão SATA 6G. O que encontramos também estava dentro do esperado, ou seja, o Barracuda XT por ser um disco magnético tradicional ainda oferece uma performance dentro dos limites do SATA II (abaixo de 300MB/s), portanto não oferece nenhuma vantagem adicional por estar em um conector SATA 6G. É bom deixar claro que o disco é muito bom, com ótima performance, mas isso não tem relação com o padrão SATA 6G, tanto é que os gráficos obtidos no HDTach e no HDTune são idênticos quando comparados ao conector SATA II vs SATA 6G. O único beneficio perceptível foi um aumento significativo na taxa em modo “rajada”, quando a leitura é feita diretamente no buffer do HDD e não no meio magnético, porém isso não é significativo para justificar um ganho real ao operar em SATA 6G.
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