O kanban físico é velho conhecido da indústria desde a popularização do conceito Just in Time, que tem como objetivo aperfeiçoar o tempo de produção e reduzir desperdícios no processo. Ele foi criado para sinalizar a necessidade de reabastecer itens necessários para a fabricação em série e, tradicionalmente, é um cartão com as cores de um semáforo. Se chegar ao vermelho, o estoque daquele item é crítico e esse é o sinal para a área responsável providenciar a reposição.
No entanto, com a transformação digital e a caminhada para uma indústria 4.0 a passos largos, ainda faz sentido confiarmos em um sistema que depende de cartões físicos, que podem facilmente ser perdidos ou danificados? Considerando que, hoje, até os controles do nosso dia a dia, como listas de afazeres, compras e compromissos, fazemos com o auxílio da tecnologia, organizar toda a produção de uma fábrica de forma totalmente off-line vai ficando cada vez mais sem sentido.
Claro que a ficha foi a melhor opção quando o sistema foi criado, pois é um alerta visual. No entanto, hoje ele tem mostrado uma série de falhas, como indicar um estoque inexistente se não for corretamente manuseado. Além disso, perda ou rasura dele pode incidir em custos para a empresa. Inclua nessa perspectiva o fato de que a falta de um item em uma operação puxada pode refletir em perda de tempo e dinheiro. E esse é um risco que nenhuma companhia pode correr, especialmente em uma economia cada vez mais competitiva.
A solução dessa questão está na integração cada vez maior de máquinas, sistemas e pessoas. É isso que está por trás do ganho de eficiência e precisão proporcionado pela transformação digital e pela indústria 4.0. O kanban precisa ser um sistema acessível de qualquer dispositivo, assim como já acontece com muitas outras plataformas de gestão voltadas à manufatura presentes no mercado.
O principal benefício desse novo e-kanban é ter seus níveis de suprimentos visíveis no software, independentemente de o item estar na prateleira, produção ou transporte. Isso sem falar das facilidades de atualização, já que elas podem ser feitas manualmente no computador ou automaticamente com a utilização de sensores de contagem de peças ou sistemas similares. As informações também podem ser facilmente distribuídas via rede. Assim, quando o operador atualiza o quadro, por exemplo, o estoquista pode visualizar na tela do computador do almoxarifado e agir prontamente.
Por último, mas não menos importante, ganha-se ainda a possibilidade de replicar os dados do quadro do kanban eletrônico em todas as etapas envolvidas no processo que, de uma maneira ou outra, possam ter interesse ou impacto naquele item. Dessa forma, torna-se pouco provável que haja furo de estoque e que a produção seja penalizada por isso.
E então, é ou não é a hora de dar a vez a um kanban mais digital na sua indústria?
*Carlos Valle é diretor do segmento de Manufatura da Totvs
A Tivit, multinacional do Grupo Almaviva, registrou crescimento de 20% em projetos de nuvem privada,…
O CEO global da Rimini Street, Seth Ravin, está otimista com a era da inteligência…
A inteligência artificial deixou de ser vista apenas como uma aposta tecnológica e passou a…
A plataforma de locação de automóveis Movida lançou um agente de inteligência artificial integrado ao…
A Oracle anunciou Marcelle Paiva como nova vice-presidente de vendas, Go-to-Market (GTM) e ecossistema para…
O mercado de ofertas públicas iniciais voltou a ganhar tração em 2026, impulsionado principalmente pelo…