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Dolphin Labs usa SolidWorks para design e IA para manutenção preditiva

Transformar as ondas do oceano em movimento em energia renovável. É nisso que o Dolphin Labs se concentra, cujo xNode Wave Energy Converter tem potencial para produzir até 1 kW. Em conversa com jornalistas no 3DExperience World 2025, Chris Rauch, chief product officer do Dolphin Labs, detalhou que a empresa utiliza o SolidWorks para design e que inteligência artificial está no radar para fazer manutenção preditiva e análise de dados.

Fundado em outubro de 2022, a patente e a propriedade intelectual que o Dolphin Labs está usando foram originalmente desenvolvidas pela CalWave e foram licenciadas para a Dolphin Labs.

“A CalWave está trabalhando em sistemas de 200 quilowatts para megawatts e nós estamos trabalhando em centenas de watts para alguns milhares de watts. Então, nosso protótipo atual no qual estamos trabalhando terá um nível de potência de aproximadamente 300 watts, cerca de 100 watts é apenas para operar o sistema. Estamos aproveitando muita tecnologia que já foi desenvolvida”, explicou Rauch.

O diretor de produto é usuário de SolidWorks há cerca de 20 anos. “Ao longo da minha carreira, usei produtos de simulação SolidWorks, principalmente, para análise de elementos finitos, linear e não-lineares”, disse. O executivo acrescentou que estão no processo de levar o SolidWorks, mas, ainda que não faça o design de nível de PCB (placas de circuito impresso) na ferramenta, usa a ferramenta para os esquemas, diagramas de fiação e chicotes elétricos.

Além disso, o Dolphin Labs faz análise hidrodinâmica usando Ansys Aqwa. “Você pode colocar uma boia na superfície da água, enviar ondas para ela com âncoras e você pode medir a resposta”, detalhou.

Leia também: Matt Raibert, do RAI Institute: “Mundo perdeu o foco na importância de construir coisas físicas”

Com relação à adoção de inteligência artificial, Chris Rauch explicou que, atualmente, a IA generativa tem sido adotada para, por exemplo, descrever funções e cargos para processo de contratação de engenheiros. “O Dolphin Labs foi, oficialmente, fundado em 2022 e, em outubro de 2024, quando, finalmente, começamos a obter financiamento, tínhamos pouca verba para isso [IA]. A maior parte do dinheiro foi usada no desenvolvimento de negócios e para entrevistar mais de cem clientes para entender o que é necessário para energia offshore”, explicou.

Uma das coisas que o Dolphin Labs está analisando é adicionar poder de computação diretamente a bordo da boia para fazer computação de ponta. E nisso adotar inteligência artificial faz todo sentido, principalmente, aprendizado de máquina para manutenção preditiva para saber quando é necessário consertar ou substituir algo.

“A IA ajudará a pegar esses grandes conjuntos de dados, fazer a análise neles e, em seguida, identificar os dados que são realmente de interesse. E, como não estamos conectados de volta à costa, todos esses dados precisam ser enviados por comunicação via satélite ou rádio. A largura de banda é cara e, então, agora podemos enviar conjuntos de dados muito menores e receber de volta as informações que são realmente de interesse”, apontou.

*A jornalista viajou para Houston, nos Estados Unidos, a convite da Dassault Systèmes

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