Em meio a um evento dominado por discussões sobre inteligência artificial (IA), agentes autônomos e novos modelos organizacionais, uma questão prática se impôs: o que ainda não foi digitalizado simplesmente porque o hardware não suportava a operação?
Durante o SXSW 2026, testei dois dispositivos dessa nova geração voltada ao uso corporativo em campo: o Galaxy Tab Active5 e o Galaxy XCover7, ambos da Samsung. Mais do que performance, o teste evidenciou um atributo menos discutido, mas decisivo para empresa, a confiabilidade operacional.
O Galaxy Tab Active5 foi projetado para ambientes de alta exigência. Com tela de 8 polegadas e sensibilidade ao toque mesmo com luvas, atende operações industriais, logísticas e de campo. A bateria removível, com suporte ao modo de operação contínua conectado à energia, resolve um dos principais gargalos de uso ininterrupto.
O dispositivo conta ainda com certificação IP68 (resistência à água e poeira) e padrão militar MIL-STD-810H, suportando quedas, vibração e variações de temperatura. A S Pen, também resistente, amplia o uso em inspeções, checklists e coleta de dados em campo.
No formato smartphone, o Galaxy XCover7 segue a mesma lógica. Com conectividade 5G, bateria substituível e botão físico programável, o equipamento atende equipes externas que precisam executar tarefas críticas com rapidez, mesmo em ambientes adversos.
Outro fator que passa a pesar nas decisões corporativas é o ciclo de vida. Os dispositivos contam com suporte estendido de atualizações de segurança e garantia de até três anos, além de programas de manutenção que contribuem para reduzir o custo total de propriedade (TCO).
A transformação digital avançou rapidamente nas empresas, mas ainda encontra barreiras fora do ambiente corporativo tradicional. Fábricas, logística, campo e varejo seguem como pontos críticos, onde dispositivos convencionais não resistem à rotina.
É nesse contexto que os dispositivos robustos deixam de ser nicho e passam a atuar como habilitadores da digitalização. Projetados para suportar uso intensivo, esses equipamentos reduzem interrupções, evitam substituições frequentes e permitem levar aplicações digitais para áreas antes desconectadas.
Já no Brasil, em visita ao Centro de Experimentação Corporativa da Samsung, em São Paulo, os dispositivos aparecem integrados a fluxos completos de operação, especialmente no varejo.
Em uma das simulações, o tablet é utilizado desde o atendimento de uma varejista de moda até a gestão de estoque, conectado a sistemas em tempo real. Em outra, o equipamento é submetido a quedas e uso contínuo.
O ponto não é a resistência em si, mas o impacto operacional. A tecnologia deixa de ser um elo frágil e passa a sustentar a continuidade da operação.
Além da resistência física, a adoção desses dispositivos no B2B está diretamente ligada à capacidade de gestão em escala.
Segundo Kauê Melo, diretor sênior da divisão de B2B da Samsung Brasil, os equipamentos contam com o Samsung Knox, plataforma de segurança embarcada desde o hardware. Isso permite controle remoto, gestão de acessos, proteção de dados e atualizações em larga escala.
Para CIOs, segundo ele, isso responde a um desafio central, o de expandir o uso de tecnologia para fora do escritório sem ampliar vulnerabilidades.
A combinação entre robustez, gestão centralizada e ciclo de vida estendido explica por que esses dispositivos começam a ocupar um papel mais estratégico nas empresas como parte da infraestrutura que viabiliza a operação.
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