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Em 2010 Caio Davidoff, Gabriel Abdalla e Thomas Farah estavam passeando pelas ruas de São Francisco (EUA), em uma viagem de negócios, quando se depararam com um formato de pagamento que chamou a atenção: em uma pequena loja, um dispositivo acoplado a um smartphone transformava essa junção complexa de hardware em uma máquina para pagamento em cartão. Uma semente de empreendedorismo foi plantada na mente dos executivos, que, agora, oficializam a chegada da PagCom ao Brasil.
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A fase piloto foi encerrada com 500 clientes no fim do ano passado; hoje já são 4,5 mil cadastrados, espalhados pelo Brasil. A ideia é atingir três milhões de usuários até o final de 2013.
?A descoberta desse produto foi totalmente acidental. Mas como adoramos tecnologia, ficamos com vontade de trazê-la ao Brasil. Voltamos e começamos a trabalhar no projeto?, contou Farah, diretor de novos negócios da empresa. ?Desenvolvemos o software por aqui mesmo?, lembrou. Foram necessários dois anos e um valor não informado de investimentos para que o dispositivo entrasse no mercado respondendo a todas as normas financeiras impostas pelo mercado brasileiro. O objetivo principal é atender a profissionais liberais que não possuem um local fixo de trabalho, como taxistas ou consultores, e que, portanto, sentem dificuldade em levar a máquina convencional de cartões de um lado para o outro.
Os aparelhos são chamados I-SW e I-SX e estão prontos para aceitar as quatro maiores bandeiras de cartões do mundo, Visa, MasterCard, American Express e Diners Club International entre outras Private Label, como o Peela. ?Estamos começando a implementar a cultura no Brasil. Realmente as pessoas têm dúvidas ainda, especialmente, sobre segurança, e explicamos que a plataforma é bem robusta e blindada?, contou.
Para solicitar o produto, o profissional deve entrar no site da PagCom e preencher o cadastro. Após esse procedimento, a pessoa irá pagar uma taxa de filiação de R$ 9,90. Para começar a utilizar o aparelho, é preciso baixar o aplicativo da PagCom, disponível para dispositivos com Android e iOS, fazer o login com nome e senha, digitar o valor da venda e passar o cartão no leitor acoplado ao aparelho para captura dos dados do cartão. O cliente deve digitar o código de segurança e o CPF para concluir o pagamento, então será enviado um comprovante da transação por SMS ou e-mail. É possível também imprimir o comprovante de venda com a impressora de bolso da PagCom.
Durante todo o período de uso, o aparelho pertence ao cliente PagCom, que tem a opção de utilização gratuita sem leitor ou pagar com mensalidades de até R$ 16,90 por mês. As taxas de uso também sofrem uma variação de 3,75% a 7%, podendo ser negociadas de acordo com o faturamento da empresa ou prestador de serviços.
Mas e o NFC?
Um produto que transforma o smartphone em uma máquina de pagamentos é algo que chama a atenção, mas qual a expectativa de futuro para isso? De acordo com o Institute of Electrical and Electronic Engineers (Ieee), as possibilidades trazidas pelo Near Field Communication (NFC) e aplicações em nuvem, como PayPal, substituirão o dinheiro e os cartões de crédito como meios de pagamento a partir de 2013.
No Brasil, são cerca de dez modelos adaptados à tecnologia NFC, um número ainda baixo e em dispositivos top de linha, com custo elevado. Mas como a curva de preço de todas as novas tecnologias, a tendência futura é de redução de preço.
E o mobile payment ? que é a verdadeira substituição do cartão pelo próprio celular ? já dá os primeiros passos rumo à realidade com dois lançamentos recentes: Banco Bradesco e Claro, que apresentaram o moedeiro eletrônico, e, posteriormente, Telefônica e Mastercard.
?Isso realmente vai acontecer [a transferência do cartão para o celular], mas ainda tem espaços para isso [a tecnologia da PagCom]. Existe uma barreira muito forte com relação à tecnologia ainda?, explicou Farah. De qualquer forma, o executivo garante que a recém-lançada companhia não está de olhos fechados diante dessa tendência. ?Estamos acompanhando e certamente não vamos ficar para trás?, finalizou.
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Pamela Sousa
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