Notícias

Dia Internacional contra o Ransomware: ataques continuam crescendo no Brasil

Nessa segunda-feira (12) é lembrado o Dia Internacional contra o Ransomware. Para lembrar a importância da data, a Kaspersky – que criou a efeméride em parceria com a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, na sigla em inglês) – divulgou recentemente um relatório anual sobre a evolução do cenário global e regional desse tipo de ameaça.

A data foi escolhida porque, nesse mesmo dia, mas no ano de 2017, começou a circular no mundo o WannaCry, praga virtual que atingiu milhares de sistemas.

Segundo o relatório, na América Latina a proporção de usuários afetados por ataques de ransomware aumentou para 0,33% entre 2023 e 2024, segundo dados da Kaspersky Security Network. Já no Brasil, foi registrado um índice um pouco mais alto, de 0,39% no mesmo período.

Leia mais: Setor financeiro lidera em volume de ataques no Brasil em 2025

“Na América Latina, vemos um aumento constante na atividade do ransomware, especialmente em países como Brasil, Argentina, Chile e México. Setores estratégicos como manufatura, governo, agricultura, energia e varejo se tornaram alvos frequentes”, diz em comunicado Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise (GReAT) para América Latina na Kaspersky. “Embora limitações econômicas e os resgates relativamente baixos possam desencorajar certos atores, a acelerada transformação digital na região amplia a superfície de ataque e expõe mais organizações a esse ataque.”

O relatório mostra que, em nível global, as regiões com maior porcentagem de usuários atacados são o Oriente Médio (0,72%), Ásia-Pacífico (0,6%) e África (0,41%), seguidas pela América Latina (0,33%), Comunidade de Estados Independentes (0,32%) e Europa (0,28%).

Tendências e novas formas de ransomware

O relatório traz ainda algumas tendências do ransomware. O uso de inteligência artificial nos ataques do tipo está crescendo rapidamente, diz a Kaspersky.

Um exemplo é o FunkSec, grupo que surgiu no fim de 2024 e que já superou gangues conhecidas como Cl0p e RansomHub, acumulando muitas vítimas apenas em dezembro. O FunkSec opera sob um modelo chamado “Ransomware como Serviço” (RaaS), onde criam programas maliciosos e os oferecem a outros criminosos em troca de uma parte do resgate.

Esse modelo de “ransomware como serviço” continua sendo a forma mais comum de ataque, porque permite que até mesmo pessoas com pouco conhecimento técnicos possam lançar ataques sofisticados. Em 2024, plataformas como a RansomHub ofereciam o programa malicioso, suporte técnico e uma forma de dividir o dinheiro do resgate.

Isso fez com que surgissem muitos novos grupos de ransomware durante o ano, diz a empresa.

Para 2025, a empresa espera que os ataques de ransomware sejam ainda mais criativos e difíceis de detectar. Os cibercriminosos estão buscando novas formas de entrar, como usar eletrodomésticos inteligentes, dispositivos conectados à internet ou equipamentos de escritório mal configurados.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias! 

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

15 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

19 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

21 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago