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Desenvolvimento de apps multiplataforma reduz qualidade, diz especialista

O fim do suporte ao Adobe Flash Player, cujo pontapé veio de Steve Jobs e da Apple, em 2010, trouxe um desafio sem tamanho para desenvolvedores de aplicações: criar apps que sejam multiplataforma e que, ao mesmo tempo, tenham desempenho total em qualquer que seja o dispositivo utilizado para acessá-la. E na visão do fundador do diretor-executivo da UI2, Erik Ramalho , isso hoje é impossível.

“Começamos a ver uma inversão de papéis: em vez de as empresas desenvolverem vários aplicativos, cada um para um dispositivo, começaram a padronizar tudo e não conseguem extrair de cada equipamento o melhor que poderia”, ponderou o executivo, detalhando que as diferentes tecnologias trazem restrição em um ambiente cross plataform.

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Como forma de resolver o problema, o executivo citou o exemplo de um produto criado pela sua empresa, a plataforma de colaboração Bee Home. “Temos um app para iPad, desenvolvido especificamente nesta tecnologia. Temos uma versão para desktop, produzida especialmente para navegador de internet, e temos uma versão feita especificamente para smartphone, de forma que caiba no celular. Isso porque, para nós, faz mais sentido extrair o melhor do que cada dispositivo pode dar, desenvolvendo em ambiente nativo, do que produzir algo cross plataforma, que não tem 100% de desempenho. Isso, na minha visão, tem sido o maior erro”, disse, explicando, por exemplo, que o conceito de mouse, desenhado para PCs, não se conforma da mesma forma em dispositivos touch, como tablets e smartphones.

Este, segundo fontes, é um dos principais problemas pelo qual passa o Windows 8, nova versão do sistema operacional da Microsoft que deve chegar ao mercado em até o fim do ano. Especialistas que analisaram a Consumer Preview, colocada à disposição para download em 29 de fevereiro, pontuam que o produto funciona bem em telas interativas, mas que deixam a desejar no PC, especialmente por conta da interface Metro.

“Aprendemos muito. Vamos caminhar para um padrão, principal site hoje que mostra o HTML5, que, atualmente, ainda não é puro”, disse.

HTML5 na web

Falando em HTML5 e o futuro da padronização da web, a tendência é de melhor resultado final na produção de aplicativos. Mas a linguagem deve se tornar uma recomendação oficial ao desenvolvimento web apenas em 2014. A informação foi passada ao IT Web pelo desenvolvedor web do W3C Brasil, Reinaldo Ferraz. “Esta ainda é uma tecnologia que está em desenvolvimento. Há um trabalho com desenvolvedores e empresas de browser, como Apple, que se juntam para haver um consenso”, disse o especialista.

“Temos que pensar em uma web única, e todos os dispositivos sejam uma forma de acessar a web”, disse Ferraz. Segundo ele, é possível produzir para múltiplos dispositivos de forma a criar regras para que o acesso via multiplataforma perca o mínimo possível de desempenho. “O desenvolvedor pode criar formas com media queries dentro do CSS [Cascading Style Sheets], de forma que consiga controlar algumas coisas no tamanho da janela de browser. Por exemplo: a partir de tal tamanho não será exibido o menu lateral, celulares a partir de tal resolução exibam dessa forma, e assim por diante ”, disse. Conforme as normas do W3C, quanto mais um site é fácil de ser lido em qualquer dispositivo, melhor sua acessibilidade.

 

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Editorial IT Forum 365
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