A organização de direitos humanos norte-americana China Labor Watch divulgou nesta segunda (29) um relatório que alega a existência de violações legais e éticas em fábricas chinesas operadas pela Pegatron, fabricante de produtos da Apple sediada em Taiwan.
O grupo também confirmou indícios de que a Apple estivesse fabricando versões mais baratas de plástico do iPhone – que possivelmente será chamada de iPhone 5C, um possível referência às opções de cores de seu painel traseiro.
No relatório, a China Labor Watch afirma que os trabalhadores da Pegatron, fornecedora da Apple, trabalham durante uma longa jornada de trabalho na produção de uma versão mais barata do iPhone. “Seis dias por semana, os trabalhadores que fazem o celular trabalham em turnos de 11 horas, dos quais 20 minutos não são pagos, enquanto o restante disso é remunerado a um valor de U$1,50 a hora (U$268 por mês).”
Através de um comunicado, a Apple informou que é comprometida em oferecer condições de trabalho justas e seguras em suas fornecedoras. A nota destaca que a companhia trabalha com a Fair Labor Association, organização sem fins lucrativos responsável por auditorias trabalhistas, e que as 15 autitorias feitas na Pegatron desde 2007 são evidências desse comprometimento.
Em uma pesquisa realizada em junho, a companhia relatou que os funcionários da Pegatron trabalhavam em média 46 horas por semana. A China Labor Watch alega que os funcionários de três fábricas em investigação, Pegatron, RiTeng e AVY, trabalham uma médias de 66 horas semanais. No comunicado, a Apple afirmou que irá enviar esta semana sua equipe de auditoria para investigar as alegações feitas sobre as violações trabalhistas nas fábricas.
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