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Demanda energética dos data centers do Google mais que dobra em quatro anos

O Google mais do que dobrou o consumo de energia elétrica de seus data centers entre 2020 e 2024, saltando de 14,4 milhões para 30,8 milhões de megawatts-hora, segundo o relatório de sustentabilidade divulgado recentemente pela companhia.

A escalada no uso de eletricidade reflete o avanço da inteligência artificial (IA) e a expansão em ritmo acelerado da infraestrutura de data centers da empresa. Atualmente, essas instalações respondem por 95,8% do consumo energético global do Google. Estimativas indicam que, em 2014, o consumo era de pouco mais de 4 milhões de megawatts-hora, o que representa um crescimento de sete vezes em uma década.

Apesar de ser referência em eficiência, com um índice PUE (power usage effectiveness) de 1,09, próximo do ideal teórico de 1,0, o Google enfrenta agora os limites da otimização. O desafio é continuar crescendo sem romper o compromisso de operar com energia 100% livre de carbono, firmado pela companhia há anos.

Leia também: Brasil quer ser o ‘oásis verde’ dos data centers globais

Para atingir a meta de energia limpa 24/7, o Google tem investido pesadamente em diversas fontes renováveis e tecnologias emergentes. Segundo o TechCrunch, a empresa firmou acordos para adquirir eletricidade de projetos solares em larga escala nos EUA, incluindo 600 megawatts na Carolina do Sul e 700 megawatts em Oklahoma.

Além disso, colabora com parceiros como Intersect Power e TPG Rise Climate para erguer usinas que somam gigawatts em capacidade, com investimentos que chegam a US$ 20 bilhões.

Google e energia limpa

Ao mesmo tempo, o Google aposta em fontes mais estáveis e promissoras de energia limpa. A companhia firmou contratos com empresas de energia geotérmica como a Fervo Energy, e com startups nucleares como a Kairos Power (fissão) e a Commonwealth Fusion Systems (fusão), prevendo a compra de até 700 megawatts no futuro. No entanto, esses projetos só devem começar a entregar energia após 2030.

A transição, porém, está longe de ser uniforme. Enquanto os data centers na América Latina operam com 92% de energia livre de carbono, as unidades no Oriente Médio e na África registram apenas 5%. “Para alcançar nosso objetivo final, vamos precisar dessas novas tecnologias”, disse Michael Terrell, líder de energia avançada do Google.

Com informações do TechCrunch

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