Os crimes digitais movimentam mais dinheiro que o tráfico de drogas, segundo Paulo Quintiliano da Silva, perito criminal federal do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça. Silva não especificou valores, mas afirmou que a motivação dos crimes na internet passaram a ser ganhos financeiros por meio de fraudes.
Isso, em contraposição aos objetivos de burlar sistemas de segurança e ganhar notariedade pública, que moviam a maioria dos ataques pela internet há alguns anos. O perito se pronunciou em virtude das discussões realizadas na quarta-feira, 04 de julho, sobre a lei de crimes virtuais do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Silva também destacou que uma das principais dificuldades da Polícia Federal na investigação de crimes virtuais está no uso de sistema de internet sem fio.
Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br) e representante do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), complementa que a solução para eliminar crimes cometidos pela internet não se resume à legislação brasileira. É preciso considerar a presença global da rede, e ataques vindos de fora do País.
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