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CPBR 2018: não podemos achar que antivírus tem poderes mágicos

Vazamento de senhas e credenciais do LinkedIn, Netflix, Yahoo! e outras gigantes. Você provavelmente foi afetado por algum deles e não importa o que você faça, sua senha já vazou ou ainda vazará na internet, mesmo que ela seja considerada a mais segura pela Nasa.

“Temos de nos acostumar com isso. Porque a segurança desses serviços não depende de você”, refletiu Alberto Azevedo, pesquisador em segurança da informação, durante apresentação na Campus Party, evento de tecnologia e internet que acontece nesta semana, em São Paulo.

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Apesar da triste constatação, há algumas iniciativas que podem ser colocadas em prática para evitar que cibercriminosos tenham acesso às suas senhas e a outros serviços na web. “Não use a mesma senha para todos serviços”, aconselhou ele, lembrando dessa antiga máxima. Ele acrescentou mais dois itens à lista: use um gerenciador de senhas para administração as dezenas de senhas e avalie a utilização de um sistema de autenticação.

Proteção garantida?

E se até mesmo as grandes empresas têm problemas de segurança, imagine os usuários comuns, que são o elo fraco da cadeia? A grande dúvida que fica é se o antivírus pode garantir a proteção em casos de tentativas de invasão. Na opinião de Azevedo e de Alceu Junior, gestor de segurança da informação e pesquisador de segurança, a resposta é sim.

“Naturalmente, não se pode achar que o antivírus tem poderes mágicos. O usuário também tem de fazer a sua parte”, alertou Azevedo. Junior acrescentou que o antivírus é como a vacina da gripe ou a ingestão de vitamina C. “É melhor do que não tomar”, brincou.

Para tanto, o especialista recomendou a adoção de um antivírus confiável. “Desconfie de antivírus gratuitos. Se você usa um serviço de graça, significa que você é o produto.”

Junior assinalou também que é preciso manter sempre o sistema operacional dos dispositivos atualizados. “Não instale qualquer programa ou jogo. Tente sempre baixar do local de origem. Não clique em links que as pessoas passam e não acredite em qualquer coisa”, finalizou ele.

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Redação
Tags: ciberguerrasegurançaVírus e vulnerabilidades
8 anos ago

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