Foram ativadas na última semana duas conexões de 100 Gb/s entre São Paulo e Miami (EUA), que ampliam a saída internacional da rede acadêmica brasileira, a Ipê. Os enlaces, que passam por cabos submarinos nos oceanos Atlântico e Pacífico, são mantidos pelo consórcio Amlight, que gerencia conexões entre Estados Unidos e América Latina para fins de ensino e pesquisa.
Segundo o engenheiro de redes Jeronimo Bezerra, da Universidade Internacional da Flórida (FIU, em inglês), que participa do consórcio Amlight, outros seis links com a mesma capacidade entre Miami e a América Latina estão previstos para entrar em produção em 2017.
Segundo a FIU, as conexões internacionais de 100 Gb/s estabelecem novos parâmetros em conectividade de alto desempenho nas Américas e possibilita oportunidades de colaboração científica. Uma das iniciativas beneficiadas será o projeto internacional de Astronomia Large Synoptic Survey Telescope (LSST), que conta com a participação de 50 pesquisadores brasileiros.
O LSST é um telescópio em construção em Cerro Pachón, no Chile, com previsão para entrar em operação em 2022, que terá capacidade para fazer o mapeamento de quase metade do céu por um período de dez anos.
Para que a capacidade de 100 Gb/s seja utilizada plenamente pela comunidade acadêmica, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que também faz parte do projeto, trabalha ainda para elevar a capacidade do seu backbone nacional, que atende universidades e institutos de pesquisa em todo o País.
Em São Paulo, o canal poderá beneficiar as instituições conectadas à Ansp (rede acadêmica de São Paulo), assim como as interligadas à RNP, responsáveis por mais de 40% da produção científica nacional.
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