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Computação espacial: como o 5G permite experiências mais imersivas do que nunca

A utilização das conexões de rede hoje vai muito além de conectar dispositivos móveis à internet e redes de telefonia. Elas são fundamentais para diversas aplicações como internet das coisas, visão computacional, aplicações que requerem renderização 3D e, mais recentemente, conexão de dispositivos especiais como óculos de realidade virtual, aumentada e mista para garantir a conectividade com o Metaverso, seja nos negócios ou entretenimento.

Há uma quantidade imensa de aparelhos conectados e integrados ao mesmo tempo e que processam uma grande quantidade de dados. A demanda por banda larga maior e latência menor nunca esteve tão alta.

É nesse cenário que entra o 5G, que estreou oficialmente no Brasil em julho de 2022. Trata-se de uma tecnologia para tráfego de dados em redes móveis que permite um uso maior de tecnologias digitais que, até então, eram apenas protótipos e viviam no reino das promessas.

Entre elas, talvez nenhuma esteja se beneficiando do 5G como a computação espacial.

Confira: a cobertura do IT Forum Trancoso!

Na teoria, a computação espacial é o segmento tecnológico responsável por fazer uma ponte entre o “real” e o virtual, digitalizando pessoas, objetos e ambientes em espaços tridimensionais.

Na prática, significa uma ruptura na forma como interagimos com os sistemas tecnológicos, transitando de computadores e dispositivos estáticos para telas imersivas e com maior poder de engajamento, utilizando o suporte das realidades virtual, estendida e aumentada. Para dar conta dessas complexas tarefas, a computação espacial precisa de infraestrutura capaz de transferir uma quantidade imensa de informações e movimentos, captados e transmitidos em tempo real.

Outra tecnologia que ganha possibilidades de uso com o 5G é o Metaverso, sobre a qual deveremos ouvir cada vez mais esse ano, a despeito das suspeitas recentes.

Exemplos disso estão no esporte. A NBA, maior liga de basquete do mundo, anunciou que está desenvolvendo um aplicativo que permite que o usuário participe dos jogos como se fosse um atleta, acompanhando a ação de dentro da quadra e permitindo até mesmo refazer algumas jogadas. Também já vemos casos de clubes de futebol e instituições que criam experiências imersivas em seus estádios. Será possível até assistir a uma partida de casa como se estivesse nas arquibancadas.

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Isso é só a ponta do iceberg. A possibilidade de interagir com obras de arte e pontos turísticos a milhares de quilômetros de distância, o auxílio em procedimentos médicos de risco, experiências cinematográficas que vão além da tela de cinema, a consolidação de cidades inteligentes – esses são apenas alguns dos possíveis usos com o 5G e a computação espacial.

Assim como nos períodos da criação do rádio, da televisão, dos computadores e dos smartphones, o 5G tem tudo para mudar o paradigma de nossas relações sociais e como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor. Distâncias nunca foram tão curtas, e a tecnologia nos permite pensar em aplicações que até pouco tempo moravam no campo da ficção científica.

O futuro é promissor. Mas, em alguns setores, ele já chegou.

*Silvio Luiz Stanzani é Lead Engineer na NTT Data Brazil

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