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Compass UOL quer acelerar uso de tecnologias emergentes

Para entregar inovação aos clientes, a Compass UOL, em 2019, decidiu organizar a empresa em estúdios de tecnologia. O primeiro deles é de data e analytics e, desde então, estruturas de blockchain, aplicações modernas, games e outros foram estruturados. Entretanto, explica Cleyton de Almeida, CTO da companhia, a Compass sentiu a necessidade de construir e desenvolver uma área que ficasse antenada com o que tem de mais moderno e interessante em novas tecnologias e que pudesse ser um berçário para elas.

Assim, nasceu a Área de Inovação da Compass UOL. “Dentro desse cenário, percebemos que mesmo com os estúdios já existentes, dentro da fronteira de atuação deles, existem coisas novas surgindo o tempo todo. Dentro da área de tecnologias emergentes, estamos antenados a entender os conceitos mais modernos, aplicações, plataformas que tem surgido no mercado no mundo de tecnologia para também levar para os estúdios que já existem”, explica Cleyton, em entrevista exclusiva ao IT Forum.

Thiago Fortunato, head a frente da Área de Inovação, complementa ao dizer que os estúdios têm uma velocidade muito grande de implementação no mercado e nessa área é possível identificar as novas tecnologias nessa retroalimentação. As tecnologias emergentes ganham protagonismo.

A Área de Inovação começou a trabalhar na virada do ano e tem uma equipe focada. Os executivos dizem que, em geral, são 30 a 40 colaboradores, mas que esse número aumenta ou diminui de acordo com o assunto trabalhado.

Leia Mais: Do varejo à telecom: empresas dividem como a nuvem ajuda na inovação

Um deles é a Inteligência Artificial generativa. “IA generativa é o tema do ano, mas é um tema exploratório. Eles querem entender como vai afetar o negócio deles. Mas o dia a dia dos nossos clientes acabará caindo em IA. Há muita modernização de legado, a gente trabalha com aceleradores internos para trabalhar dados, arquitetura e deploy para ajudar na modernização dos clientes. E agora tem surgido ferramentas que ajudam nesse processo de modernização, enxergam o código escrito a 10, 15 anos, documentam e nos ajudam na tradução daquele código para arquiteturas mais modernas”, revela Cleyton.

Além disso, diz Thiago, a empresa está focada em elementos robóticos, veículos autônomos, drones autônomos e robôs par manufatura. “Estamos desenvolvendo IA para esses elementos. Também olhamos para edge computing e em edge IA com foco em levar a camada de decisão da IA para a borda.”

Um tópico bastante falado no Brasil é o pagamento instantâneo. Cleyton afirma que, apesar disso, por ser uma empresa global, a Compass também trabalha em ofertas de pagamento instantâneo para outras regiões do mundo.

Blockchain ainda está presente em muitas discussões, afirma Cleyton. Como, por exemplo, para fazer tracking de ativos ou de cupons da indústria farmacêutica distribuídos para médicos. “Temos, também, uma indústria que precisa construir os gêmeos digitais, ou ambientes virtualizados ou realidade aumentada para treinamento.”

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“A sensorização é um foco. Demandas novas que podem, por exemplo, ser usadas desde o cenário de ferrovias para analisar de trilhos, desgaste, que são tecnologias que se a gente parar para pensar, não colocaria sensores para ter esses dados em real time. Desde avaliação de processo na indústria da carne até questões de avaliação de uma posição de um vagão para saber se vai desgastar mais”, exemplifica Thiago.

Por fim, Cleyton confirma que a Compass é capaz de trabalhar com diversas verticais, apesar de ter uma concentração maior no setor financeiro e no varejo. Por outro lado, uma vertical ainda com poucos clientes, mas que está demandando criatividade, é a de manufatura.

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