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Como será o perfil do líder em 2020?

Que competências o líder de TI precisará ter para chegar em 2020 comandando sua equipe com entusiasmo, desempenho e alinhado com as necessidades de negócios de sua companhia? Esse é um questionamento em muitas organizações, que estão traçando metas para daqui a sete anos e começam a mobilizar a área de Recursos Humanos para que iniciem desde já programas que capacitem suas lideranças para a próxima década.

Uma das companhias que estão trabalhando nessa direção é a Ericsson que tem metas agressivas para expansão de seus negócios e começou a capacitar suas lideranças. A empresa desenvolveu na Suécia, onde fica sua sede, um programa chamado “Perfil Líder 2020” que visa preparar jovens profissionais para que se tornem líderes com mente colaborativa, que acreditem na tecnologia e desenvolvam pessoas, além de serem cidadãos globais capazes de antecipar o futuro. 

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Esse projeto teve início este ano na matriz e está sendo implementado em diversas unidades ao redor do mundo, incluindo as da América Latina. O Brasil também está participando da iniciativa.

A responsável pela área de RH da Ericsson Brasil, Janaina Khatchikian, conta que a busca pelo perfil da nova geração de executivos já movimenta o mercado corporativo. Ela lembra que há apenas algumas décadas, o famoso “chefe” era carrancudo, estava sempre certo, dava pouco feedback e era bastante impessoal. 

Hoje, as coisas mudaram: é preciso estar sempre em contato com a equipe, engajando-a e extraindo, assim, o melhor de cada um. Mas, o que esperar desses novos líderes daqui a alguns anos?

Janaina responde que o líder para comandar equipes em 2020, que a Ericsson está capacitando tem que estar preparado para tomar grandes decisões e trabalhar cinco competências básicas que são: pensar de forma colaborativa, aceitar novos modelos de contratos de trabalho, se tornar aliado dos times, dominar as novas plataformas tecnológicas e ter visão da cultura global.  

Ela observa que esse novo chefe vai liderar times de cinco gerações diferentes: a do baby boomer (nascida em 1946 até 1964), X (nascida entre 1960 até 1976), Y (nascida entre 1978 a 1990), Z (nascida no final da década de 90 até 2013) e a geração 2020, que o mercado vem chamando também de Millennium.

Sem contrato psicológico

A executiva de RH da Ericsson prevê que em 2020 o grande desafio do líder é manter equipes estimuladas, organizadas com diversidade, respeitando o perfil das novas gerações. Um deles é ter pensamento colaborativo. “O líder 2020 tem que promover a colaboração”, ensina Janaina.

Outra competência que esse líder vai precisar é o de saber desenvolver e comandar times com espírito empreendedor. A vice-presidente da Ericsson, constata que as gerações Y e Millennium não vão querer contratos de trabalho psicológico. Ou seja, serem contratados para vestirem a camisa da organização como acontecia com o baby boomer, que buscava um emprego para trabalhar a vida toda, até se aposentar. 

“Os babies bommers não eram agressivos. Eles ficavam entre 25 a 30 anos numa mesma companhia. Os profissionais da geração Y, por exemplo, não quer esse modelo. Eles entram numa empresa e querem atuar por projeto. Dão tudo de si, cumprem sua missão e vão embora. “Não existe mais contrato psicológico”, brinca ela.

Esse talento vem e vai embora para o mercado. Ao mesmo tempo, essa mão de obra é importante para a organização. Assim, o líder 2020 tem que estar muito bem preparado para não achar que o profissional o deixou no meio de um projeto. Por isso, ela enfatiza a importância de a liderança saber como se manter conectada com esses profissionais, que não estão preocupados com vínculo com a empresa.

Janaina percebe que essa nova geração busca líderes para serem aliados, pois é movida pela vontade de crescer. Eles olham a companhia onde trabalham como uma startup, não como uma empresa grande.

“Eles dizem ao chefe: ‘você me faz crescer e eu te dou resultado'”, comenta. É por essa razão que as pessoas que estão em comando de equipes precisam ser treinadas desde já para saberem como se tornar próximos desses profissionais empreendedores. 

Maestro visionário

Além de ser colaborativo, aceitar os novos contratos de trabalho e ser aliado dos times, o líder 2020 tem que saber trabalhar com múltiplas plataformas, já que as novas gerações são antenadas em redes sociais, mobilidade e dominam diversas tecnologias.

Janaina lembra que as novas gerações nasceram brincando com smartphones e transitam com desenvoltura pelas redes sociais. “O novo líder tem que navegar por essas novas ferramentas”. recomenda.

A quinta competência que a Ericsson considera importante para o líder 2020 é o entendimento da cultura global. Esse novo chefe, tem que saber como opera o offshore, nearshore e olhar a companhia como uma empresa internacional que atende a diferentes mercados. Para isso, tem que saber como é a cultura de outros países e leis trabalhistas, já que os funcionários estão em constante mudança, principalmente no caso da Ericsson, que estimula o intercâmbio de talentos.

Para Janaina, o líder 2020, tem que ser um maestro, orquestrar um ambiente cheio de mudanças e também se tornar um grande visionário, que está sempre à frente, olhando o que vai acontecer nos próximos cinco a dez anos.

Para atender a essas novas necessidades, a Ericsson Brasil começou há um mês a preparar suas lideranças. O programa segue em paralelo com o global. 

 

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Redação
13 anos ago

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