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Como a IBM pretende fazer do Watson o seu melhor assistente pessoal

É seguro dizer que o Watson já fincou seu nome no mercado de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês). Uma das pioneiras no mercado de computação cognitiva, a IBM avança com sua plataforma, que já atinge setores como educação, saúde, agronegócios, entre outros.

Mas a IBM quer ir além. Mais do que ajudar nos negócios, a empresa trabalha para que o Watson seja de fato um assistente pessoal para auxiliar pessoas em tarefas do dia a dia – e empresas a otimizar serviços.

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Para isso, a companhia anunciou durante o Think, evento realizado nesta semana, o Watson Assistant, assistente inteligente que reúne AI, nuvem e internet das coisas (IoT) para ajudar as empresas a melhorar a fidelidade da marca e transformar as experiências dos clientes, mantendo os dados comerciais e de clientes seguros.

A plataforma combina uma compreensão profunda do usuário com fatores contextuais, como sua localização e hora do dia para antecipar suas necessidades e fazer recomendações proativamente.

Alexa e Siri

Falar em assistentes virtuais logo lembramos de Siri e Alexa. Mas, segundo Luis Liguori, CTO da IBM Brasil, o Watson não é concorrente dos dois citados. “Estamos um passo à frente”, acredita.

O executivo destaca que, no caso do Watson, quem “treina” a ferramenta é o próprio usuário – ou algum especialista em determinado assunto -, ao contrário de Alexa e Siri, que se baseiam em informações públicas para encontrar respostas. Ou seja, o usuário (empresa ou pessoas) cria seu próprio sistema personalizado com o Watson.

“O Watson é uma criança que acabou de nascer e tem enorme capacidade de aprendizado. É como uma criança: precisa ir ensinando. Posso ensinar o que eu quiser, enquanto os outros têm uma base”, explica.

O elemento contextual é a base do Watson Assistant, que não é apenas projetado para um único local, como casas. Ainda, a plataforma não apenas responde aos comandos de uma pessoa e fornece informações genéricas publicamente disponíveis. Ela pode ser acessada por meio de interação de voz ou texto e conhece uma pessoa por meio de cada interação, obtendo maior conhecimento de quem elas são.

Casos práticos

Kareem Yusuf, general manager de Watson e IoT na IBM, exemplifica como o Watson Assistant pode funcionar na prática.

“Você está em uma viagem de negócios para Las Vegas. Ao aterrissar no Aeroporto Internacional McCarran, o Watson verifica automaticamente o seu hotel e o seu carro alugado preferido não está apenas pronto, tem o destino do hotel pré-programado, juntamente com sugestões sobre onde obter um latte durante a rota. Perto do hotel, o Watson Assistant em seu carro sinaliza sua chegada ao hotel e não só atualiza a sala com suas preferências de música, temperatura e iluminação, sincroniza seu smartphone, agenda e e-mail com o painel de parede no quarto e verificando você na convenção que você está atendendo. Em seguida, depois de saltar as longas filas da recepção, você usa uma chave eletrônica no telefone para entrar, pedir para ele verificar suas mensagens e em poucos minutos, você está pronto para começar as reuniões da tarde”, conta.

“Este é o Watson Assistant. O futuro dos assistentes inteligentes de AI”, completa Yusuf.

Outro exemplo, dessa vez de fato um teste concreto, é um projeto com a Harman, desenvolvedora de tecnologia de carros conectados, que integrou vários casos de uso do Watson Assistant em um conceito premium de “cockpit digital” a bordo de um veículo Maserati GranCabrio. O foco é demonstrar como a experiência do usuário em veículos, um painel de controle interativo baseado em AI, será personalizado para motoristas e passageiros.

Neste caso, o Watson Assistant pode identificar o nível de combustível, alertar imediatamente o motorista e depois agendar uma visita de serviço por meio do referencial cruzado do calendário do motorista com a concessionária de preferência.

*O jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da IBM


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fsanches
8 anos ago

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