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Com novas tecnologias, líderes devem repensar papéis da força de trabalho

À medida que tecnologias disruptivas – como automação, computação cognitiva e inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) – ganham relevância, empresas trabalham para incorporá-las em suas rotinas. Contudo, os negócios podem precisar repensar os papéis de sua força de trabalho, atribuindo algumas atividades às pessoas, outras às máquinas e uma terceira parcela delas a um modelo híbrido, no qual a tecnologia amplifica o desempenho humano.

Essa é uma das conclusões do estudo Tech Trends 2018: The Symphonic Enterprise, da Delloite. “Gerenciar pessoas aliadas às máquinas acaba se tornando um novo desafio à gestão dos recursos humanos”, afirma Fabio Pereira, sócio da área de Tecnologia, Estratégia e Arquitetura da Deloitte Brasil.

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O executivo destaca que estudos indicam que a nova classe de trabalhadores será um mix de humanos e máquinas. Trabalhar nesse novo formato, certamente exigirá adaptação do RH das empresas, bem como dos líderes das áreas e da TI.

Endossa essa visão Bill Briggs, CTO da Deloitte Estados Unidos. Para ele, acompanhar tendências tecnológicas não é mais um papel exclusivo do CIO ou do CTO. Assim, afirma, empresas com visão de futuro em vez de lançarem iniciativas separadas e específicas para as áreas, pensarão na exploração de possibilidades, aproveitando experiências já desenvolvidas para uma implantação mais holística nas organizações. “Cada vez mais, estão focadas em como as múltiplas tecnologias disruptivas podem operar conjuntamente para gerar impacto significativo e mensurável em toda a empresa”, alerta.

Desafios e oportunidades

O estudo aponta que uma nova geração de trabalho surgirá. O aumento da automação, o uso da inteligência artificial e das tecnologias cognitivas afetará diretamente os empregos e as famílias de empregos. O relatório da Delloite indica que as empresas do futuro devem reforçar a gestão de talentos voltada para o novo perfil de força de trabalho híbrida, que envolve pessoas e máquinas – atuando simultaneamente na recapacitação desses “trabalhadores aprimorados” e na adoção de processos inovadores de gestão de recursos humanos para o gerenciamento dos “trabalhadores virtuais”.

Segundo o levantamento, outra tendência chega com força no mercado. Nlockchain está se movendo rapidamente da fase de experimentação para cenários críticos e reais do negócio. Experiências que envolvem o uso avançado e a maior adoção dessa tecnologia impulsionam a necessidade de coordenar, integrar e orquestrar várias iniciativas de blockchain dentro de uma grande organização, potencialmente estruturadas em múltiplas cadeias e envolvendo a empresa como um todo.

Além disso, na próxima fase da realidade aumentada e da evolução da realidade virtual, empresas manterão menos o foco na novidade dos dispositivos e passarão a se concentrar no desenvolvimento de estratégias e experiências impactantes de uso empresarial. À medida que essa tendência avança, líderes de TI atuarão para enfrentar desafios persistentes na integração de base, na implantação da tecnologia em nuvem, na conectividade e no acesso.

“As velhas linhas que regiam os negócios estão embaçadas”, explica Briggs. “Em vez de se pensar nas linhas verticais da indústria e de negócios e nas linhas horizontais dos processos ou das tecnologias, estamos entrando em um mundo de diagonais – que transcende o alcance técnico e os limites organizacionais tradicionais. Essas tendências tecnológicas permitem uma forma totalmente nova de resolver problemas e de descobrir oportunidades de negócios.

A ‘empresa sinfônica’ é unificada; é uma colisão controlada de tendências com estratégia, tecnologia e operações, trabalhando em harmonia para imaginar o amanhã e chegar lá a partir das realidades de hoje”, conclui o executivo.

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Redação
Tags: deloittefuturo da carreiraprofissão ti
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