A recém-anunciada joint venture da Siemens Enterprise Communicatios com o Gores Group, permitirá à empresa planejar um crescimento na casa de dois dígitos na América Latina em 2009, segundo Humberto Cagno, diretor para a empresa na região. Em 2008, o crescimento deve acompanhar o mercado, ficando em torno de 7%.
“Todo mundo achou que iamos morrer há dois anos, quando a Siemens anunciou a venda da unidade sem um comprador. Esse período foi de incertezas, mas também de aprendizado”, destacou Gerhard Otterbach, chief market operations officer (CMO) da Siemens Enterprise Communications. No ano de 2007, no entanto, a empresa atingiu o faturamento de 3,2 bilhoes de euros, e agora, que tem seu porfólio completo em termos de redes, com a Enterasys, seguirá forte para tomar clientes de seus concorrentes, destacou o executivo. O Brasil representa entre 7% e 8% do faturamento mundial. A fábrica localizada em Curitiba, no Paraná, é responsável por 70% da produção da empresa, sendo que 70% do total é exportado.
Enquanto aguarda o plano estratégico que está sendo definido pelo novo CEO, James O”Neill, e quanto vai ser destinado ao Brasil dos recursos de 350 milhões que serão injetados na companhia com a joint venture, Armando Alvarenga de Souza, CEO da Siemens Enterprise no Brasil afirma que o foco estará bastante direcionado no trabalho de capacitação dos canais da Enterasys para a venda de seus produtos, e vice-versa.
De acordo com Otterbach, parte destes recursos pode ser usada para a compra de outras empresas que completem a oferta da empresa. “O mercado ainda tem muito espaço para consolidação, e nós vamos direcionar esse movimento”, enfatizou. As comunicações unificadas, foco da companhia, representam 10% do mercado de comunicações, segundo ele. A Frost & Sullivan credita à Siemens Enterprise 34,4% de participação no faturamento do mercado no Brasil, e 18,6% na América Latina.
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