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CI&T: inovação brasileira no Vale do Silício

Em meio à efervescência da transformação digital, a internacionalização vem ganhando força nas estratégias de empresas nacionais. Isso porque quanto mais próximas de onde nascem disrupções, mais chances de estarem à frente em inovação. Mas com a CI&T desta vez essa movimentação ganhou um foco diferente: é ela quem irá levar a inovação ao mercado norte-americano, justo em seu mais tradicional reduto tecnológico, o Vale do Silício (EUA).

A presença da multinacional brasileira, especialista em transformação digital, no mercado norte-americano, iniciada em 2003, já está consolidada por meio de escritórios espalhados por vários estados, mas agora o desafio é grande e instigante, de acordo com Leonardo Mattiazzi, vice-presidente global de Inovação da CI&T. “Levar inovação brasileira às empresas norte-americanas é um desafio enorme e acredito muito na nossa competência. Essa confiança é resultado de um aprendizado adquirido ao longo desses anos nos Estados Unidos.”

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Mattiazzi acrescenta que a compra no ano passado da Comrade, consultoria norte-americana especializada em estratégias e design de experiências digitais, também contribuiu para o crescimento mais confiante da CI&T nos Estados Unidos, principalmente no segmento financeiro.

Prisma no coração da inovação

Presente desde abril no Vale do Silício, a CI&T no momento prepara-se para turbinar a operação brasileira no Vale do Silício com a inauguração do Prisma EUA prevista para o primeiro semestre de 2019. São nada menos do que 1.500 metros quadrados, que totalizam investimentos de US$ 2 milhões.

O Prisma é um espaço que torna real a proposta da empresa de transformação Lean Digital – uma metodologia que reduz desperdícios de recursos e aumenta o valor agregado entregue ao cliente, por meio de um fluxo de processos simplificado.

O Prisma tem o poder de acelerar negócios, uma vez que oferece aos clientes um ambiente de cocriação propício para transformação digital e inovação. “É uma forma de materializar o discurso. Nada como ver para crer. Com o Prisma, vamos tornar concreta a proposta de valor”, diz Mattiazzi.

A arquitetura do Prisma, prossegue o executivo, não comporta paredes, é altamente interativa para favorecer a prática de Design Thinking, unindo negócios, tecnologias, marketing e estratégias no modelo colaborativo, com equipes multidisciplinares. “Temos ao todo 80 profissionais trabalhando em nossos escritórios nos EUA. Desses, 40 estão no Vale (entre brasileiros e norte-americanos)”, destaca.

O executivo acrescenta que o espaço reúne projetos com gestão à vista, design, UX, UI, marketing, analytics, desenvolvedores, testers e outros profissionais da CI&T trabalhando lado a lado com os clientes. “Juntos, atuam na cocriação de estratégias camp a camp, metodologias ágeis e competências digitais que colocam o consumidor no centro da jornada de transformação digital de negócios de grandes marcas.”

Internacionalização

Em 2017, a empresa atingiu receita de R$ 498 milhões, que representou alta de 25% em relação ao ano anterior e a internacionalização teve papel importante nos resultados. Desse total, 40% foram gerados por contratos internacionais.

A CI&T segue em trajetória de crescimento. No primeiro semestre de 2018, o seu faturamento cresceu 22% comparado ao mesmo período do último ano. A meta, garante a empresa, é dobrar de tamanho a cada três anos e atingir receita global de R$ 1 bilhão em 2020. “Não queremos ser vistos como uma empresa que está fora do País e sim como uma empresa global”, avisa Mattiazzi.

“Estamos on track para alcançar 60% de crescimento no exterior neste ano, com volume de negócios proveniente de contratos internacionais, com destaque para os EUA, que já representa mais de 40% do nosso faturamento anual.”

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Redação
Tags: CI&TinovaçãoIternacionalizaçãotransformação digital
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