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Cinco tendências tecnológicas para tornar as operações do setor elétrico mais inteligentes

O setor elétrico passou por um momento de grandes evoluções nos últimos anos. Se por um lado a inovação permitiu que as tecnologias para geração, transmissão e distribuição fossem aprimoradas, por outro, o número de dispositivos ligados à energia elétrica aumentou consideravelmente, fazendo com que o consumo de eletricidade acompanhasse esse crescimento.
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No Brasil, o aumento do poder de consumo da população e os incentivos dados pelo governo nos últimos anos, subsidiando e baixando tarifas, alavancaram o consumo de energia elétrica per capita. Acrescido a isso, “novos consumidores de energia”, que demandam uma tomada por quase 100% do tempo, trouxeram um novo desafio para o setor: são smartphones, tablets, wearables e, mais recentemente, veículos totalmente elétricos; todos plugados à energia diária e constantemente.
Esse cenário representa um grande desafio para a área de operações das concessionárias de energia, responsável por introduzir inteligência aos processos, a fim de aumentar eficiência e otimizar resultados.
Alguns teóricos e pesquisadores têm chamado o atual cenário e seus desafios de “Nova Convergência”, uma vez que Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Rede Elétrica estão cada vez mais integrados e dependentes, demandando investimentos em capacitação, tecnologia e inovação.
Diante disso, acredito que cinco tendências tecnológicas principais alavancarão a inovação no setor elétrico e resultarão em operações mais inteligentes a partir de 2015. São elas:
1 – Smart Grid e automação: esteja preparado para a “Nova Convergência”
Com a necessidade imediata de ganhos de eficiência e inteligência operacional, é inevitável a adoção do Smart Grid e de todas as tecnologias de automação que compõem uma rede inteligente, como comunicação via radiofrequência, telecom, medidores eletrônicos e painéis de controle.
Os investimentos no País e em projetos-piloto na área vêm aumentando nos últimos anos, mostrando que se tornou necessário que as operações sejam mais produtivas e inteligentes numa visão de gestão integrada, e isso determinará o sucesso do setor nos próximos anos.
2 – Gerenciar ativos que “falam” demandarão sistemas inteligentes de gestão
Uma boa gestão dos ativos é fundamental para qualquer operação que presta serviço em larga escala. Soluções inteligentes de gestão permitem tomadas de decisões mais rápidas e efetivas, permitindo que recursos sejam otimizados, perdas minimizadas e serviço ao consumidor aprimorado.
É nesse sentido que as operações de energia elétrica devem ir. Suportadas por BI e Analytics, as soluções inteligentes de gerenciamento de ativos terão papel estratégico e fundamental, permitindo que as operações como um todo se tornem mais eficientes e rentáveis.
3 – Roteirização otimizada no Planejamento de Campo será chave para a eficiência
Produtividade é palavra-chave em toda e qualquer operação que busca ser mais eficiente. Para as concessionárias de energia não é diferente e a otimização do trabalho das equipes de campo é fator crítico para a obtenção de melhores indicadores.
Para isso, ferramentas modernas de roteirização deverão ser amplamente adotadas nos próximos anos, permitindo reduções consideráveis no custo e no tempo de deslocamento, e uma melhora sensível na eficiência operacional e disponibilidade do sistema, graças ao aumento da inteligência no processo.
4 – Visualização em tempo real será levada para outro patamar em todos os níveis de gestão
Em operações críticas como a operação de energia, existem muitas variáveis que devem ser controladas e as respostas devem ser praticamente imediatas para que possíveis problemas sejam controlados e sanados, antes que possíveis prejuízos irreparáveis aconteçam.
Para auxiliar nesse desafio, painéis – chamados dashboards – que trazem informações visuais em tempo real, de rápida e fácil interpretação, são muito bem-vindas às salas de operações. As informações em tempo real permitem que tomadas de decisões sejam feitas da forma mais imediata possível para que danos sejam minimizados e o serviço disponibilizado para que o consumidor final seja entregue conforme o contratado, melhorando assim o nível de serviço oferecido.
5 – Analytics não é BI. E você precisará dos dois
Ferramentas de BI já são bastante conhecidas, difundidas e usadas no mercado corporativo. Já as ferramentas de Analytics, nem tanto. E se existe algo que deve ficar claro para os gestores que pretendem ter operações ainda mais inteligentes, é que, apesar de muitas vezes serem tratadas como substitutas, as ferramentas de Analytics não são BI.
Analytics trabalham com a análise de uma grande massa de dados (Big Data), agregando inteligência analítica por meio de algoritmos avançados capazes de avaliar cenários e fazer predições – e não com informações pré-determinadas como o BI. Será imprescindível aos gestores que usam análises cada vez mais complexas e assertivas no processo de avaliação e tomadas de decisão, e BI e Analytics se mostram fundamentais para isso.
Todas essas tendências apontam para um único caminho: operações precisam se tornar mais inteligentes para garantir sua eficiência e rentabilidade.
*Paulo Silas é gerente para negócios de energia da Icaro Tech
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Redação
11 anos ago

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