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CEO do Bluesky deixa cargo e ex-CEO da Automattic assume como interino

A rede social Bluesky anunciou uma mudança em sua liderança executiva. A atual CEO da companhia, Jay Graber, deixará o cargo para assumir a função de Chief Innovation Officer, enquanto Toni Schneider, ex-CEO da Automattic, empresa por trás do WordPress, assumirá como diretor-executivo interino.

A mudança foi comunicada pela própria Graber em uma publicação na plataforma. Segundo ela, a transição ocorre em um momento em que o Bluesky entra em uma nova fase de crescimento e precisa de uma liderança mais focada na execução operacional e na expansão do negócio.

Na nova função, de acordo com a CNBC, Jay passará a concentrar seus esforços no desenvolvimento de produtos e na evolução tecnológica da plataforma. Ela destacou que a decisão reflete a necessidade de separar a liderança estratégica de inovação das demandas operacionais típicas de uma empresa em escala.

Toni Schneider, que assumirá o cargo de forma interina, tem experiência no comando de empresas de tecnologia e atua como parceiro da gestora de venture capital True Ventures. Tanto a True Ventures quanto a Automattic figuram entre os investidores do Bluesky.

Do Twitter para o Bluesky

O Bluesky surgiu originalmente como um projeto no Twitter em 2019, iniciativa idealizada por Jack Dorsey para explorar modelos de redes sociais descentralizadas. Em 2021, o projeto foi separado da empresa e passou a operar de forma independente, momento em que Jay Graber assumiu a liderança executiva.

Nos primeiros anos após a separação, Bluesky e Twitter mantiveram colaboração técnica. Essa relação foi interrompida em 2022, após a aquisição do Twitter por Elon Musk, que posteriormente rebatizou a plataforma como X.

Desde então, o cenário das redes sociais passou por mudanças significativas. A Meta lançou o Threads em 2023 como concorrente direto do X, ampliando a disputa por usuários no segmento de microblogging.

Nesse contexto, o Bluesky passou a ganhar tração especialmente após as eleições presidenciais norte-americanas de 2024, quando parte dos usuários migrou do X para outras plataformas. Dados divulgados pela empresa indicam que o número de usuários cresceu rapidamente naquele período, saltando de cerca de 15,2 milhões em meados de novembro de 2024 para mais de 21 milhões poucos dias depois.

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O crescimento continuou ao longo de 2025. Em janeiro daquele ano, a rede social informou ter aproximadamente 28 milhões de usuários. Segundo números mais recentes divulgados pela própria companhia, a base já ultrapassa 42 milhões de contas.

Apesar da expansão, o Bluesky ainda permanece distante da escala de concorrentes como X e Threads, que possuem bases mensais de usuários na casa das centenas de milhões.

Código aberto

Uma das principais apostas da plataforma é sua arquitetura baseada em código aberto e protocolos descentralizados. Em entrevistas anteriores, Graber destacou que esse modelo busca reduzir a dependência de decisões centralizadas na gestão de redes sociais.

A proposta permite, por exemplo, que usuários e desenvolvedores possam migrar dados e identidades digitais para outros serviços compatíveis, sem a necessidade de reconstruir suas redes do zero.

Segundo a executiva, esse modelo estrutural foi pensado justamente para evitar situações em que mudanças estratégicas na liderança de uma empresa possam alterar drasticamente o funcionamento de uma plataforma.

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