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Brasil já é o quarto maior mercado de mobilidade no mundo

Pode parecer um pouco romântico e até tendencioso, mas o último relatório da GSMA aponta que a mobilidade será o coração das transformações no Brasil nos próximos anos, sentimento que se espalha para todos os outros países da América Latina. Não somente isso, para a instituição, o País está entre os principais direcionadores do crescimento do consumo de banda via dispositivos móveis.
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De acordo com o estudo, o Brasil é o quarto maior mercado móvel do mundo, com mais de 260 milhões de dispositivos ativos, sendo que 60 milhões acessam banda larga. A GSMA projeta que, até 2014, os devices com acesso à internet saltarão para 135 milhões de unidades, trazendo à tona serviços como o Near Field Communication (NFC), mEducation, mHealth e mCommerce – esses três últimos, segundo Franco Berbabè, chairman da GSMA e chairman e CEO da Telecom Italia Group, serão essenciais para a estruturação e consolidação do mercado de comunicações  móveis no País. As informações foram passadas durante a Futurecom 2012, que ocorre de 8 a 11 de outubro no Rio de Janeiro.
Especial: Relembre a Futurecom 2011
A explosão na compra de smartphones e tablets é a grande causa do resultado, e o fato de as empresas começarem a pensar na flexibilização do ambiente de trabalho, através da disponibilização desses equipamentos seja para campo ou home office, por exemplo, também alavanca os números apresentados pela GSMA no relatório Brazil Mobile Observatory.
O fato é que, conforme o consumo de internet aumenta, as necessidades de armazenar, gerenciar e analisar esses dados também crescem e, novamente, voltamos a bater na tecla do Big Data, assunto comum a diversos setores da economia. Porém, no caso das telecomunicações, o tema é crítico pois, caso não ocorra o acompanhamento coordenado dessas informações geradas pelo acesso via voz ou dados, as operadoras acumularão, sem inteligência, muito espaço em seus data centers, e não entregarão serviços adequados a seus clientes.
Para embasar esta visão, a GSMA afirma que taxa de crescimento do consumo de dados no Brasil, através de celulares inteligentes e tablets, será de 83% até 2020 ? número que vem sendo observado desde 2008. Até 2016, 75 milhões de smartphones vão estar conectados no País e a demanda de disponibilidade por conexões móveis deve aumentar em 19 vezes.
Berbabè acredita, também, que todos esses gigantescos números serão a chave do aumento de produtividade dentro das empresas, estimulando, por exemplo, a colaboração, pois conforme os funcionários começam a se espalhar, a interação através de ferramentas e soluções aumentará significantemente, tornando-se um dos principais meios de contato.
Desafios
Como sabemos, a oportunidade é grande, de fato, mas os desafios são maiores. Como notado por Anne Bouverot, diretora-geral da GSMA, existem, por exemplo, 250 políticas sobre o que fazer ou não fazer no Brasil quanto a instalação de antenas, e essa burocracia atrapalha a dispersão real e entrega sensata de serviços das operadoras para os clientes. ?Sabemos que é necessário respeitar essas leis, mas o ideal seria ter uma proposta mais efetiva e enxuta, que estimulasse a ampliação das redes e serviços, como o LTE?, pontua Anne, que acredita que os problemas de disponibilidade só serão resolvidos com o crescimento das unidades de dispersão de sinal.
Talvez o maior desafio notado pela GSMA seja a Copa do Mundo, onde a instituição espera que seja gerado cerca de um milhão de conexões em roaming no País, produzindo um tráfego 300% maior que o comum. Nas Olimpíadas de Londres, para se ter uma ideia, 60 GB por segundo cruzaram a rede da capital da Inglaterra, e a expectativa é que esse valor seja cada vez maior.
?O impacto geral da mobilidade na economia brasileira, em questões de produtividade, será de 4,6%, mais que os 3,6% da América Latina, ou seja, apostar em soluções e tecnologias que estimulem a flexibilização dos ambientes de trabalho, por exemplo, seriam os grandes diferenciadores das organizações do futuro próximo?, acrescenta Anne. ?A mobilidade vai liderar a onda de transformações no Brasil.?
Perspectivas boas, desafios enormes e, honestamente, um momento crítico para definições que serão a chave para a continuidade de todo e qualquer processo no País. Se todas essas ondas se efetivarem, como de fato caminham para tal, é necessário maior conversa entre iniciativa privada, operadoras e governo, para que as coisas caminhem ou se acelerem a tempo de atender as várias necessidades que já são inerentes ao mercado, observa Berbabè.
 

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Editorial IT Forum 365
14 anos ago

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