Brasil está no top 5 países que mais sofrem ataques de ransomware

País está atrás somente dos EUA, Japão e Taiwan

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4:30 pm - 31 de agosto de 2022
Imagem: Shutterstock

O Brasil retornou ao ranking dos cinco países que mais sofrem ataques ransomware, de acordo com o relatório Fast Facts, da Trend Micro. A análise do panorama mundial das ameaças cibernéticas mostra o país na quarta posição da lista, que continua sendo liderada pelos Estados Unidos (21,1%) e tem o Japão (7,6%) e Taiwan (6%) no segundo e terceiro lugares, respectivamente. A Turquia completa o Top 5.

Após dar um salto em março, quando foram registrados mais de 2,5 milhões de ataques ransomware, o número de ocorrências voltou à média de 1 milhão em junho. As grandes empresas continuam tendo a preferência dos cibercriminosos, que só neste primeiro semestre de 2022 já realizaram cerca de 8 milhões ataques desse tipo em todo o mundo. No ano passado, foram identificados, ao todo, 14 milhões de ataques ransomware.

O Brasil também continua liderando o ranking de ameaças de extorsão por e-mail, incluindo os de cunho sexual, levando em consideração os endereços de IP únicos, seguido pelos Estados Unidos e Índia. México e Alemanha entraram no top 10 do ranking, em junho. Entretanto, vale destacar a redução dos registros, em todos os países, em relação ao mês anterior.

A tendência de alta no número de ataques cibernéticos, observada até março, começou a oscilar a partir de abril, quando teve ligeira queda, subindo um pouco em maio e caindo novamente em junho, quando foram detectadas um pouco mais de 11,4 bilhões de ameaças, sendo a grande maioria – 7,8 bilhões – via e-mail (68% das ameaças detectadas).

O top 5 de países mais atacados por e-mail não sofreu alteração em junho, com os Estados Unidos (29,9%) permanecendo como principal alvo, seguidos pela China (14,1%), Japão (7%), Alemanha (5,2%) e Rússia (4,7%).

No Brasil, o setor governamental continuou sendo o mais alvejado pelos criminosos digitais, em junho, seguido pelas áreas de Educação e Indústria. Os segmentos de Seguros e Saúde também ficaram na mira dos atacantes.

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