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Bluesky discute proposta para garantir consentimento dos usuários no uso de seus dados por IA

No SXSW, em Austin, Jay Graber, CEO do Bluesky, revelou que a rede social está desenvolvendo um modelo de consentimento para que usuários decidam como seus dados podem ser utilizados em sistemas de inteligência artificial (IA) generativa.

Embora o Bluesky não tenha planos de treinar suas IAs com o conteúdo dos usuários, a crescente demanda por dados para treinamento de IA levou a empresa a avaliar sua política sobre o tema.

Informações do TechCrunch indicam que a natureza aberta da plataforma já permitiu que terceiros utilizassem postagens de seus usuários para alimentar modelos de IA. Em 2024, o 404 Media revelou que um conjunto de dados com um milhão de posts do Bluesky estava hospedado na plataforma Hugging Face para esse fim.

Leia também: Bluesky desafia Meta com indireta de CEO no SXSW 2025

Do outro lado, o X

Enquanto isso, o X, seu principal concorrente, adota uma abordagem diferente. A empresa de Elon Musk passou a utilizar os posts da rede social para treinar o chatbot de IA Grok, da xAI.

No fim de 2023, o X alterou sua política de privacidade para permitir que terceiros também utilizem dados dos usuários para esse tipo de treinamento. A decisão, somada ao crescimento da influência de Musk no governo dos Estados Unidos, levou a uma nova migração de usuários do X para o Bluesky. Em apenas dois anos, a alternativa descentralizada ao X ultrapassou 32 milhões de usuários, segundo contabiliza a empresa.

Modelo de consentimento do Bluesky

Durante sua apresentação no SXSW, a executiva destacou que a proposta do Bluesky visa dar mais controle aos usuários, permitindo que eles determinem como – ou se – seu conteúdo pode ser utilizado por IA.

“Acreditamos na autonomia do usuário”, afirmou Jay. A ideia, segundo ela, é oferecer um mecanismo semelhante ao robots.txt, que hoje é amplamente usado para definir se sites podem ser indexados por buscadores.

Esse modelo, explicou, não impediria completamente o uso dos dados, mas estabeleceria diretrizes que poderiam ser amplamente respeitadas por empresas, desenvolvedores e reguladores. A proposta, que está em discussão no GitHub, prevê a implementação do consentimento em nível de conta ou até mesmo em postagens individuais.  “Acreditamos que essa é uma evolução positiva para o setor”, finalizou.

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