O experiente e conhecido executivo do mercado de TI, Fábio Gaia, fundador da Officer Distribuidora, juntou-se a outros três profissionais da área para criar a Biggy, que tem como bandeira usar big data e inteligência artificial para ajudar varejistas a entender o que consumidores desejam, promovendo mais assertividade no relacionamento e rentabilidade para os negócios.
“Queremos revolucionar o modelo tradicional de recomendações”, afirma Gaia, completando que, geralmente, os sistemas das empresas mostram produtos já comprados ou aqueles que clientes já não têm mais interesse. A proposta da Biggy é ir um passo além e ‘ler o pensamento’ dos usuários, tornando as recomendações mais assertivas.
É por isso que a Biggy usa algoritmos modernos, como os do Facebook, indica o executivo, como diferencial. De acordo com ele, os algoritmos foram desenhados para ampliar as vendas de seus clientes em até 40%, levando em conta o histórico do site e do cliente, além de dados comportamentais captados em redes sociais, aplicativos e informações obtidas nas lojas físicas.
A ideia da empresa surgiu nos corredores da Atma IT, empresa de consultoria e serviços em tecnologia com atuação no mercado de comércio eletrônico B2B e B2C, onde Gaia é CEO desde fevereiro deste ano. “Quando apareceu essa oportunidade, pensei em como seria interessante um balanço de um grupo jovem de trabalho com uma pessoa que tem 30 anos de experiência nesse segmento”, comenta.
Segundo Gaia, contudo, a startup começou a ganhar forma em 2013, quando o engenheiro de software da Atma Alan Prando fez uma pesquisa para seu mestrado e notou que havia possibilidades de garantir escala para a ferramenta cobrando menos do que o mercado. Gaia enxergou aí uma oportunidade, uma vez que há poucos players. “A partir dessa semana, a Biggy passará a atuar de forma separada”, adianta o executivo.
Gaia conta ainda que a Biggy começou a trabalhar com os primeiros clientes em março deste ano e possui uma estrutura enxuta e direcionada. De lá para cá, conquistou grandes marcas como Centauro, que aumentou cerca de 6% seu faturamento, Under Armour e Loja do Flamengo, processando cerca de 16 milhões de requisições por dia, em média 2 terabytes de dados por mês.
Agora, a expectativa da empresa é estar presente em 30% das transações dos maiores e-commerce brasileiros em três anos. “Temos tido boa receptividade, especialmente porque a tecnologia aumenta as vendas e melhora os resultados das empresas”, comenta.
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