AutomationEdge vê ‘segunda onda’ de automação chegando ao Brasil

Fornecedora de solução de RPA aposta em oferta de ‘hiper-automação’ e em médias empresas para crescer no país

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7:46 pm - 27 de outubro de 2022
Shiva Juturi AutomationEdge

Empresa de soluções de automação robótica de processos (RPA), a AutomationEdge está empolgada com seus negócios no Brasil. A companhia alcançou, neste ano, a marca de 100 clientes no país – um crescimento de ‘quase 50%’ em relação ao ano anterior. Com o avanço de soluções de RPA pelo mundo, a empresa vê novas oportunidades no mercado nacional que deseja atacar.

A AutomationEdge se classifica como uma empresa de ‘hiper-automação’. Sua oferta reúne, em um só pacote, ferramentas de RPA, componentes para rápida integração via nuvem e uma camada de inteligência – incluindo inteligência artificial, aprendizado de máquina e capacidades conversacionais. A empresa adota um modelo de cobrança de SaaS.

Quando desembarcou no Brasil, há três anos, a empresa voltou sua atenção para o mercado “intermediário” – empresas de médio e grande porte que buscavam explorar projetos de automação, mas ainda não tinham expertise no assunto ou amplo conhecimento das ferramentas disponíveis.
“Quando nós chegamos, notamos que havia um mercado de empresas intermediárias – grandes, mas não no nível enterprise – que estava buscando soluções de automação, mas não queriam pagar o valor pedido por grandes vendedores. Nossa solução era uma boa alternativa: baseada em nuvem e simples de implementar”, contou Fernando Baldin, CEO da AutomationEdge Brasil em conversa com o IT Forum.

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Hoje, o executivo vê o mercado brasileiro mais maduro. Segundo ele, muitas empresas já estão se movendo da “primeira onda” de automação básica para uma “segunda onda” – de intensificação de projetos de RPA e de casos de uso mais complexos por clientes. “Na segunda onda, nós vemos projetos que seriam impossíveis sem automação. Serviços que não poderiam acontecer nem se tivéssemos 100 pessoas trabalhando neles”, avaliou.

Um dos exemplos de sucesso desse modelo, destacou o CEO da empresa no Brasil, é o caso de uso da Unimed Grande Florianópolis. A empresa implementou a plataforma AutomationEdge em parceria com a integradora Selbetti Tecnologia no começo de 2020. Com o projeto de automatização, com foco em automatizar horas de serviço e fomentar criações a partir da tecnologia, a empresa já economiza mais de 2 mil horas por mês.

Um segundo projeto envolveu o atendimento de clientes via WhatsApp, usando chatbot. A empresa desejava que todos seus clientes que passassem por atendimento recebessem uma comunicação via WhatsApp dentro de cinco dias para checagem da evolução do estado de saúde do cliente. “Manualmente, isso era impossível”, contou.

Para apoiar essa evolução, a empresa aposta também na consolidação de seu modelo de vendas indireto, ampliando e capacitando sua base de 40 parceiros e integradores na América Latina. Até hoje, a AutomationEdge já treinou mais de 300 desenvolvedores no Brasil. A expectativa é superar 500 desenvolvedores treinados até o final deste ano.

“Quando o parceiro trabalha junto ao cliente, eles criam uma cultura de automação, criam conhecimento e confiança, então, ampliam a quantidade de workflows automatizados. Isso é devido ao nosso ecossistema”, explicou o CEO da empresa no Brasil.

Escassez de talentos cria oportunidades

Segundo o Gartner, os investimentos globais em softwares de RPA devem atingir US$ 2,9 bilhões neste ano, um aumento de 19,5% em relação a 2021. Para o ano que vem, a consultoria prevê que essas soluções alcancem US$ 3,3 bilhões em investimentos, o que significa um crescimento da ordem de 17,5%.

Na avaliação da AutomationEdge, há dois motivadores principais que têm estimulado a adoção de soluções de RPA pelo mundo: o primeiro é o uso de automação para atualização de tecnologias legadas; já o segundo é o ganho de eficiência e redução de custos, com mais e mais empresas buscando automatizar tarefas simples que demandam a atenção de funcionários humanos.

Para Siva Juturi, CCO da AutomationEdge Global, esse segundo caso de uso é especialmente relevante. Dado o contexto global de falta de mão de obra de TI, o executivo vê mais empresas apostando na automação de tarefas simples e burocráticas para aproveitarem melhor o tempo dos funcionários humanos.

“Nós vemos que o mercado intermediário, em especial, será rápido na adoção de automação. Para essas empresas crescerem seus negócios, reduzirem custos, e criarem vantagens competitivas, elas precisam da automação”, avaliou o executivo em entrevista ao IT Forum.

Além da realidade da escassez de talentos, há um setor específico da economia que tem animado a empresa – globalmente e também no Brasil –: a saúde. De acordo com Juturi, o segmento tem voltado a atenção para soluções de automação conforme a realidade do atendimento à domicílio tem ganhado espaço no mundo pós-pandemia.

“Como parte da transformação digital que permite o atendimento de saúde domiciliar, a automação tem que estar conectada como parte da jornada. Empresas de atendimento domiciliar não precisam de data centers ou grandes infraestruturas, eles precisam de back-office, médicos, enfermeiros e clientes – o resto pode ser conectado via hiper-automação”, explicou.

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