Já faz um bom tempo que as conversas com robôs para resolver questões do dia a dia deixaram de ser apenas cenas de filmes de ficção científica. Aqueles diálogos que nos faziam pensar como essas invenções facilitariam o nosso dia a dia. Afinal, em uma conversa “falada”, emitimos cerca de quatro vezes mais palavras do que quando nos comunicamos pela escrita. Essa é uma das razões pelas quais os assistentes virtuais pessoais (APVs) são uma realidade e chegaram para ficar.
Chamadas de “smart speakers”, as versões fixas dos APVs já ganharam adesão muito significativa nos Estados Unidos. Por lá, os mais famosos como o Echo/Alexa, da Amazon, e o Home, do Google, já fazem parte do cotidiano de milhares de norte-americanos e deve ganhar definitivamente o mercado corporativo a partir deste ano.
No Brasil, espera-se que a Amazon lance sua versão em Português-Br ainda neste ano. Por aqui, os APVs móveis como a Siri (Apple), Cortana (MS), Assistant (Google) e Bixby (Samsung) também já começam a ser usados com maior frequência, principalmente para buscas e no carro.
Acredito que a crescente adoção dos APVs esteja relacionada, principalmente, às mudanças profundas de comportamento das pessoas em relação ao uso de Inteligência Artificial para a realização das mais diversas atividades cotidianas.
Porém, a privacidade ainda é uma questão, considerando que muita gente ainda tem colado um adesivo na câmera do notebook para se proteger. Pelo mesmo motivo, os APVs fixos ainda geram desconfiança – e medo de exposição da intimidade – de muitas pessoas sobre seu uso nos ambientes residenciais. Por outro lado, os APVs móveis, utilizados por meio dos celulares, podem ser guardados no bolso ou na bolsa quando precisamos de sigilo.
Hoje, os APVs fixos já têm centenas de funcionalidades nos EUA, como GPS, despertador, realização de buscas na Internet, entre outras. Mas, dentro de pouquíssimo tempo, será possível vermos, em larga escala, os APVs realizando tarefas de automação residencial, diagnóstico médico etc.
As empresas já perceberam os APVs como um novo canal de relacionamento com seus consumidores, assim como o site, os chats, o Twitter, o Facebook e os aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Dessa maneira, não há dúvidas de que a popularização dos APVs promoverá um novo impulso para os canais de voz, os voicebots, que já conquistaram um espaço muito importante no atendimento aos clientes.
*Marcelo Arakaki é sócio-fundador e COO da BlueLab
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