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As scale ups são as empresas do futuro, e o futuro já está aqui

Imagine deparar-se com uma oportunidade de negócio imperdível. Pode ser um produto, um serviço ou um mercado ainda não explorado. Digamos, por exemplo, que o Brasil ainda não possuísse os aplicativos de transporte, como Uber, 99 e Cabify. Você tem a chance de capturar essa oportunidade e dar início a uma empresa que no próximo ano se tornará um unicórnio – com avaliação de mercado acima de US$ 1 bilhão. No entanto, se esperar ou demorar para montar seu negócio, perderá essa chance única para um concorrente mais veloz e seu investimento de tempo e dinheiro terá sido em vão.

Estamos vivendo em um mundo exponencial, onde as tecnologias e transformações digitais evoluem a uma velocidade difícil de acompanhar. Para estar em dia com essa enxurrada de inovações, é preciso um modelo de negócio que acompanhe essa velocidade e que permita a captura desses novos mercados. Esse modelo deve permitir o crescimento exponencial da empresa, o que significa fazer um investimento altíssimo em uma equipe altamente especializada e criar metodologias inovadoras. A boa notícia é que esse modelo já foi inventado. É chamado de scale up.

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A empresa scale up é uma evolução da startup, a começar pela motivação. A startup começa com uma ideia, seja de um produto ou serviço, que irá amadurecer ao longo do tempo. Já a scale up começa com uma ideia já amadurecida e que precisa ser colocada em prática o mais rápido possível para não perder o mercado. Para isso, requer um time multidisciplinar, ou seja, com especialidades em diferentes áreas como Direito, Tecnologia, Design e Negócios. Muitas pessoas altamente capacitadas precisam ser reunidas em pouco tempo para lidar com o desafio proposto.

A startup, por outro lado, tem poucas pessoas no seu time, que não são necessariamente especializadas em diferentes áreas. Outra diferença está no fluxo de dinheiro. Uma scale up exige um investimento inicial altíssimo, na casa dos milhões de reais. Enquanto isso, o ciclo de vida da startup envolve diferentes rodadas de investimentos. Na etapa inicial, o aporte pode ser bem abaixo de R$ 1 milhão – valor muito baixo para dominar todo um mercado.

O Groupon – companhia que oferece ofertas e cupons de desconto – é um bom exemplo de uma scale up. Em apenas dois anos de existência, conseguiu capturar o mercado de cupons e ofertas e abrir o capital com um IPO (Initial Public Offering) que arrecadou no primeiro dia de negociações US$ 16,5 bilhões.

Outro exemplo é a GR1D, empresa da qual sou cofundador e CEO, que levantou mais de R$ 30 milhões em investimentos. Nosso objetivo é transformar outras empresas em scale ups e plataformas e criar um ecossistema de inovação, oferecendo tecnologias padronizadas em APIs (Application Programming Interface) que podem ser plugadas em qualquer negócio digital.

Como a scale up é um modelo de negócio, qualquer um pode criar a sua, seja um empreendedor ou uma empresa. Para uma companhia tradicional, é muito mais difícil implementar esse modelo, uma vez que já possui toda uma cultura e processos bem definidos há anos ou até mesmo décadas. Se a empresa quer capturar um mercado antes que seus concorrentes, a melhor forma é criar uma scale up em um ambiente paralelo ao negócio principal, com um time especializado e multidisciplinar trabalhando apenas nisso.

Voltando ao exemplo do aplicativo de transporte, imagine que você possui uma empresa de rádio táxi e quer criar o primeiro app de táxi do Brasil. Em vez de criá-lo dentro da companhia, o que apenas a tornaria uma empresa de rádio táxi moderna, é preciso cria-lo em um ambiente com mindset exponencial, com pessoas altamente capacitadas e um investimento alto para criar o melhor sistema de geolocalização e conquistar o mercado em um ano. Mudar a mentalidade dentro de uma empresa já consolidada é um desafio que muitos subestimam.

No entanto, o investimento alto e o time profissional não são suficientes. Você quer capturar uma oportunidade que valerá US$ 1 bilhão no próximo ano? Não poderá fazê-lo com os mesmos processos da Revolução Industrial. É preciso implementar métodos e ferramentas que permitem a inovação rápida. A GR1D, por exemplo, criou a sua própria metodologia utilizando a ShakeUp.

Esse modelo de negócios já está à disposição, mas você não pode ficar parado. É preciso agarrar as oportunidades que surgirem nesse mundo exponencial que vivemos. Caso contrário, o seu concorrente fará a disrupção e você ficará para trás. As scale ups são as empresas do futuro, e o futuro já está aqui.

 

(*) Guga Stocco  é CEO da GR1D e cofundador da Domo Invest. Também é membro dos conselhos consultivos da TOTVS, B3, Carrefour e Hapvida

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cristina.deluca
Tags: inovação
7 anos ago

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