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Apagão cibernético causa interrupções em serviços no Brasil e no mundo

Na manhã desta sexta-feira (19), diversos serviços no Brasil foram afetados por um apagão cibernético global, resultante de um problema na atualização de software da empresa de segurança cibernética CrowdStrike.  

Leia também: Quais são as recomendações para mitigar problemas do apagão cibernético? 

Este incidente impactou sistemas de hospitais em São Paulo, companhias aéreas, empresas ferroviárias e o setor de telecomunicações. 

O Downdetector, plataforma que monitora falhas em serviços digitais, registrou queixas envolvendo quatro instituições financeiras: Bradesco, Neon, Banco Pan e Next. 

Nas redes sociais, clientes relataram dificuldades para acessar os aplicativos, com muitos reclamando sobre falhas de login e problemas para realizar pagamentos. 

Outros setores atingidos

Além dos bancos e fintechs, o apagão cibernético também impactou sistemas de hospitais particulares em São Paulo, causando transtornos para pacientes e funcionários. Problemas no atendimento e na marcação de exames foram relatados, conforme reportado pela CNN Brasil. 

No setor aéreo, a Azul informou que a intermitência no serviço global do sistema de gestão de reservas pode causar atrasos pontuais em alguns voos. 

Visão do impacto global

Mas o Brasil não foi o único afetado por esse apagão. De acordo com o relatório da Heimdall Security Research, diversos países ao redor do mundo também enfrentaram problemas significativos em seus serviços: 

Austrália 

A Austrália enfrentou interrupções significativas em setores-chave. Grandes veículos de mídia, como ABC, SBS, Seven Network e Nine Network, foram afetados. A aviação sofreu com problemas nas operações da Qantas, Virgin Australia e Jetstar, além de falhas nos aeroportos de Sydney e Melbourne. 

Supermercados como Woolworths e Coles, assim como bancos NAB, ANZ, Commonwealth Bank, Bendigo Bank e Suncorp, também foram impactados. Além disso, cadeias de fast food, como KFC, tiveram falhas nos sistemas de autoatendimento. 

Canadá 

No Canadá, o setor bancário foi afetado, com o aplicativo móvel do TD Canada Trust sofrendo quedas. 

Bélgica 

A Bélgica enfrentou interrupções nos serviços ferroviários, afetando a compra de bilhetes e anúncios digitais. Empresas de mídia como JOE e QMusic, além de bancos e serviços postais, relataram problemas. Os aeroportos de Bruxelas e Charleroi também sofreram com desafios operacionais. 

França 

Canais de televisão como TF1, TFX, LCI e Canal+ foram impactados, assim como sistemas críticos para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, levantando preocupações sobre vulnerabilidades futuras. 

Croácia 

Na Croácia, os sistemas de saúde e controle de tráfego aéreo foram comprometidos, afetando o Sistema Central de Informações de Saúde e as operações de controle de tráfego aéreo. 

Alemanha 

Na Alemanha, o Aeroporto de Berlim e a Lufthansa sofreram interrupções. Hospitais em Lübeck e Kiel também relataram falhas nos sistemas, destacando sérias implicações para os serviços de saúde. 

Hong Kong SAR 

O Aeroporto Internacional de Hong Kong e companhias aéreas como Cathay Pacific, Hong Kong Express e Hong Kong Airlines enfrentaram problemas significativos. 

Índia 

Na Índia, companhias aéreas como Air India, Indigo, Akasa Air, SpiceJet e Vistara sofreram interrupções operacionais. Empresas de TI como Oracle e Nokia também foram afetadas. 

Israel 

Os serviços de emergência e sistemas de saúde de Israel, incluindo Magen David Adom e hospitais como Sheba, Laniado e Rambam, enfrentaram problemas. Serviços postais, bancos e empresas farmacêuticas também foram impactados. 

Malásia 

Na Malásia, o sistema de bilhetagem do operador ferroviário KTMB saiu do ar, afetando viajantes em todo o país. 

Países Baixos 

Nos Países Baixos, o Aeroporto Schiphol e a Transavia Airlines sofreram interrupções. Serviços governamentais, hospitais e o banco KNAB também foram afetados. 

Nova Zelândia 

Na Nova Zelândia, bancos como ANZ, ASB, Kiwibank e Westpac enfrentaram quedas, assim como supermercados Woolworths e Foodstuffs. O transporte em Auckland e o Aeroporto de Christchurch também tiveram problemas significativos. 

Filipinas 

Nas Filipinas, diversos serviços, incluindo bancos, telecomunicações, transmissões e supermercados, foram interrompidos. Voos da Cebu Pacific também foram afetados. 

Coreia do Sul 

A Jeju Air, na Coreia do Sul, relatou desafios operacionais devido ao incidente cibernético. 

Singapura 

O Aeroporto Changi, em Singapura, sofreu interrupções, afetando passageiros e operações de voo. 

Espanha 

Na Espanha, os serviços de navegação aérea da Aena de ENAIRE enfrentaram interrupções. 

Suíça 

O Aeroporto de Zurique relatou problemas significativos, impactando voos e serviços aos passageiros. 

Reino Unido 

No Reino Unido, Sky News e CBBC enfrentaram interrupções. Os aeroportos de Edimburgo e Gatwick, diversas companhias ferroviárias e os serviços do NHS relataram problemas. A Bolsa de Valores de Londres e o varejista Ladbrokes Coral também foram afetados. 

Estados Unidos 

Nos Estados Unidos, voos da United, Delta e American Airlines foram interrompidos. Os serviços de emergência relataram falhas no 911 no Alasca, Arizona e New Hampshire. 

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