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AMD: eficiência energética guiou desenvolvimento de novos Epyc

Conforme os custos energéticos escalam ao redor do globo e preocupações com impacto ambiental avançam, a discussão sobre eficiência energética tem se tornado uma prioridade cada vez maior para data centers modernos. A AMD está atenta a essa tendência.

Durante o evento de lançamento dos seus novos Epyc ‘Genoa’, Lisa Su, CEO da AMD, falou abertamente sobre como a questão da eficiência energética é uma prioridade para clientes – e sobre como isso impactou a arquitetura dos novos processadores de data center da companhia.

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“Quando conversamos com nossos maiores clientes, o que eles nos dizem é que, neste período de ampliação da construção de data centers em nuvem, eles não estão sendo mais limitados pela oferta de espaço, mas pela capacidade de fornecer energia”, disse a executiva durante uma conversa com a imprensa no evento.

Questionado pelo IT Forum, Ram Peddibhotla, vice-presidente corporativo da divisão Epyc, afirmou que a preocupação com a eficiência energética foi uma das “estratégias fundamentais” do design da arquitetura da nova geração e algo que guiou seu desenvolvimento interno desde o princípio.

“Você não alcança esse nível de desempenho e eficiência sem começar com isso a partir do dia zero”, explicou. “Você precisa partir disso porque os elementos fundamentais do núcleo, e os circuitos que o envolvem, precisam ser eficientes. Então, quando você monta o chip por completo, ele também será eficiente – quando você tiver o núcleo, mas também todos os circuitos ao redor, construídos para a eficiência.”

Leia mais: AMD busca liderança em data centers com Epyc de quarta geração

Um dos benchmarks revelados pela AMD durante o evento de lançamento dos Epyc ‘Genoa’ foi o de desempenho por Watt. No teste, um novo Epyc ‘Genoa’ 9654, de 96 núcleos, alcançou um índice 2,6 vezes superior ao rival Xeon Platinum 8380, de 40 núcleos, da Intel. A comparação, vale destacar, foi realizada entre um chip de quarta geração da AMD e um de terceira geração da Intel, uma vez que os Xeon de quarta geração só devem chegar oficialmente em 2023.

Segundo Peddibhotla, o reforço na eficiência energética dos ‘Genoa’ deve ajudar a AMD em dois cenários: os que tiverem uma situação de implantação legada, onde restrições pré-existentes de energia e resfriamento estão presentes, clientes poderão tirar mais performance dos processadores; por outro lado, os que se tiverem acesso a uma infraestrutura moderna de energia e resfriamento terão potência superior com um consumo menor.

Na nova geração dos chips, a AMD também expande uma estratégia iniciada no ano passado: lançar chips em diferentes otimizações para atender a necessidades específicas de clientes. De acordo com vice-presidente da divisão Epyc, a estratégia surgiu de um misto de demanda de clientes e de oportunidade de negócio identificada pela empresa. “Nós temos uma linha de processadores de propósito geral, e acreditamos que ela aborda grande parte das cargas de trabalho de todos os mercados”, explicou. “Mas também há pontos de otimização”.

Nesta geração, a AMD lança o Epyc ‘Genoa’, de propósito geral; ‘Bergamo’ para computação nativa em nuvem; ‘Genoa-X’ para computação técnica; e ‘Siena’ para telecomunicações e borda. As otimizações consistem em uma maior ou menor densidade de threads e de “performance por dólar” investido, mas também nos índices de performance por Watt. Estes três últimos, vale lembrar, só chegam em 2023.

“Acho que a necessidade por eficiência energética continuará a crescer e a necessidade por otimizações continuará a crescer. E é isso que estamos tentando fazer”, comentou sem antecipar detalhes sobre as outras otimizações dos chips Epyc de quarta geração. “No futuro, continuaremos tendo mega data centers, data centers de borda e data centers que combinam um pouco dos dois elementos. As características comuns entre eles continuarão sendo eficiência e desempenho”.

*O repórter viajou a São Francisco a convite da AMD

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Published by
Rafael Romer
4 anos ago

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