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Além dos gastos: é preciso enxergar o valor agregado da proteção de dados

A discussão acerca da proteção dos dados pode caminhar para diversos sentidos, dada a amplitude do tema. Claro, não é possível estabelecer um parâmetro do que é mais importante. Afinal, trata-se de um assunto cuja relevância tem sido traduzida em espectros diferentes, seja na legislação, sob a figura da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ou pelo próprio comportamento dos consumidores, que se encontram cada vez mais interessados na integridade das informações concedidas às marcas.

Fato é que por muito tempo colocou-se o investimento em TI em um patamar secundário, com pouca influência sobre o andamento de operações rotineiras. Além de deixar um estigma errôneo sobre custos referentes à tecnologia, essa prática dificultou a compreensão das empresas sobre qual é a real importância de se estruturar um departamento de TI funcional.

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Hoje, sem dúvidas, os dados protagonizam uma mudança de mentalidade generalizada, especialmente pelo imediatismo que o tópico traz a organizações pouco amadurecidas digitalmente. Entender o impacto do debate pode ser o primeiro passo para quebrar um paradigma histórico no âmbito empresarial.

Cibersegurança como diferencial competitivo

Do ponto de vista técnico, é indispensável se pensar em ferramentas capazes de preservar a segurança dos dados armazenados internamente. Existem alternativas no mercado com essa finalidade e que são elaboradas justamente para colocar a governança corporativa do contratante em harmonia com o que se espera de cibersegurança nos dias atuais, de forma personalizada e adequada à realidade apresentada por cada empresa.

Dito isso, indo além da implementação tecnológica e supondo que a organização em questão já possua seus artifícios para garantir a integridade das informações, é possível transformar essa característica benéfica em oportunidades promissoras, com a participação estratégica dos colaboradores. Isso nos leva ao próximo item.

Novas possibilidades estratégicas e a relação com o fator humano

Dentro do contexto de uma gestão empresarial cujo modelo de gerenciamento de dados é suportado por planilhas, entre outros formatos manuais de gestão, que exigem a intervenção constante de profissionais, essa relação estratégica com os dados é muito dificultada. Além da probabilidade de erros críticos ocorrerem, afinal, tarefas repetitivas e até mesmo exaustivas sob uma ótica humana não favorecem à atuação das equipes, esse tipo de cultura organizacional pode cair em uma morosidade nociva às pessoas, que não serão valorizadas, e ao negócio em sua totalidade, que por sua vez será limitado a estratégias mais estáticas e com pouca referência técnica.

Dados reunidos em um ambiente digital intuitivo e 100% à disposição de todas as equipes envolvidas no cotidiano operacional, sem distinções, servem como insumos para a geração de insights assertivos e diversificados, sobre melhores métodos de trabalho, políticas de relacionamento com o cliente, entre outras áreas importantes.

TI é aliado cujo investimento se justifica na prática

Quando se deixa o desconhecimento sobre a cibersegurança para trás, reconhecendo seus principais pilares e como esse é um tema cuja urgência é inquestionável, o gestor abre um leque de novas perspectivas estratégicas. No fim, o aspecto de proteção das informações torna-se um grande plano de fundo para que medidas inovadoras ganhem forma.

Para concluir, volto a enfatizar o papel do TI para que o processo de transformação digital provoque os resultados desejados. Com um diagnóstico profundo sobre os principais pontos de melhoria e o suporte de profissionais especializados, bem como a adoção de ferramentas cuja eficiência é comprovada na prática, a organização terá totais condições de agregar valor ao seu negócio por meio do uso inteligente de dados seguros e consolidados.

* Luiz Penha é cofundador e head de operações da Nextcode

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Marcelo Gimenes Vieira
Tags: cibersegurançaLuiz PenhaNextcodeprivacidadeproteção de dadossegurança
5 anos ago

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