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5 segredos de Jeff Bezos para criar uma empresa de sucesso

No dia 5 de julho de 1994, Jeff Bezos assinava os papéis para criar a sua primeira empresa. Nascia então a Cadabra Inc., uma referência à “Abracadabra”. Apesar do nome soar “mágico” ou, quem sabe, místico, o vocativo não durou muito. Isso porque, como conta Brad Stone na biografia The Everything Store: Jeff Bezos and the Age of Amazon (A loja tudo: Jeff Bezos e a era da Amazon, na tradução livre), o primeiro advogado de Bezos informou o empresário de que “Cadabra” era constantemente confundido com a palavra “Cadaver”.

Antes de chegar ao nome que hoje assume um império do varejo online, Bezos registrou a URL “Relentless.com”. Mas teria cedido à opinião de amigos que considerava o nome “sinistro demais”. Mas afinal, como Bezos chegou ao nome Amazon? Buscando por nomes no dicionário, a começar pela letra “A”. Segundo reportagem do Seatle Times, a referência ao rio Amazonas foi proposital. Era para espelhar a vasta seleção de coisas que a Amazon iria oferecer, ao mesmo tempo, ao começar com a letra “A”, colocava o site no topo da lista de buscas na internet.

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“Este não é apenas o maior rio do mundo, como é muitas vezes maior do que o próximo maior rio. Ele supera todos os rios”, teria dito Bezos, segundo Stone.

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Atualmente, a Amazon se tornou uma das empresas mais valiosas do mundo, com um valor de mercado que supera os US$ 950 bilhões. Bezos também está sobre a maior fortuna do mundo. Na lista abaixo, confira 5 conselhos que Jeff Bezos deu ao longo de entrevistas e cartas a investidores que jogam luz na trajetória de sucesso da Amazon.com

1. Torne-se obsessivo com os clientes

“Muitas empresas se descrevem como focadas no cliente, mas poucas fazem a lição de casa. A maioria das grandes empresas de tecnologia é focada no concorrente. Elas veem o que os outros estão fazendo e depois trabalham para seguir rapidamente ”, escreveu Bezos em uma carta datada de 2015.

Desde o início, Bezos compreendeu que a vantagem de um negócio on-line era medir o comportamento do cliente. Das avaliações ou resenhas publicadas abertamente por consumidores verificados, a Amazon criou para si um modelo que engaja consumidores que compram e aqueles que querem comprar.

Também, ao ouvir os clientes, a Amazon construiu sua bem-sucedida vertical de nuvem, a Amazon Web Services (AWS), que foi projetada para resolver os problemas com hospedagem de aplicativos internos muito cara e produtos de código aberto que não eram robustos o suficiente para suportar facilmente o rápido crescimento.

2. Pense a longo prazo

Pensar a longo prazo pode gerar ansiedades e até mesmo ser insustentável. No caso da Amazon, Bezos tinha em mente um horizonte distante, o que significava também aceitar perdas de curto prazo. Tome como exemplo o e-book ou livros digitais. Quando os e-books entraram no mercado pela primeira vez, a maioria dos editores os vendeu com preços compatíveis com suas edições impressas. Bezos, no entanto, projetou que seu preço, a longo prazo, seria de cerca de US$ 10 dólares e começou a vendê-los por US$ 9,99. A princípio, essa decisão gerou perdas de cerca de US$ 5 por e-book, mas quando o preço acabou caindo, a Amazon já havia se tornado o grande local onde as pessoas buscavam os e-books. Com esta estratégia, Bezos conseguiu uma das bases para um dos maiores sucessos da empresa, o Kindle.

3. Arrisque

Bezos tinha um emprego estável em um fundo de investimentos. Mas ele cedeu o conforto para montar na garagem dos pais uma loja online que pudesse vender tudo. Olhando para a trajetória de Bezos e da Amazon, a premissa é que o risco vale a recompensa. É claro, nem todas as apostas deram certo dentro da operação. A divisão Amazon Auctions, que surgia para competir com o eBay, não vingou, por exemplo.

Mas para criar e apoiar uma cultura de risco e empreendimento, Bezos criou um prêmio do tipo “Apenas faça”, dado aos funcionários que arriscaram e tiveram sucesso, e também a aqueles que tentaram e falharam. Moral da história? Segundo Bezos, é preferível arriscar a ter medo de se mexer.

4. Faça os funcionários a pensarem como donos

Esta frase até pode ter se tornado clichê no mundo corporativo de hoje, mas ela ainda reserva certa verdade e reflete o modo como a Amazon opera. Quando Bezos escreveu isso na primeira carta anual da Amazon, ele tinha 614 empregados, contra 158 no ano anterior. No caso da Amazon, um dos benefícios para os funcionários se engajarem diz respeito à remuneração com ações.

“Continuaremos a nos concentrar na contratação e retenção de funcionários versáteis e talentosos, e continuaremos a ponderar sua remuneração às opções de ações, em vez de dinheiro”, escreveu Bezos na carta de 1997. “Sabemos que o nosso sucesso será em grande parte afetado pela nossa capacidade de atrair e reter uma base de funcionários motivada, cada um dos quais deve, portanto, realmente pensar como dono.”

5. Antecipe as tendências

Se você olhar para toda a trajetória da amazon.com, Bezos e sua equipe sempre antecipou uma tendência de consumo. De vender livros online a usar drones para entregas a até mesmo projetos que hoje soam futurísticos, com a sua startup de exploração espacial, Blue Origin, a Amazon está preocupada em antecipar tendências para não ser superada.

“Se você decidir que vai fazer apenas as coisas que sabe que vão funcionar, vai deixar muitas oportunidades na mesa”, aconselhou Bezos.

 

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Redação
7 anos ago

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