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3 perguntas para entender se sua empresa está preparada para a IA

Muitas empresas no Brasil estão interessadas em como adotar a inteligência artificial (IA) para impulsionar a produtividade e aumentar o sucesso dos negócios. Entretanto, enquanto a IA oferece a possibilidade de automação e análise avançada, sua adoção também exige uma abordagem estratégica para garantir que seus benefícios superem os riscos.

Daniela Luiz, diretora da Didáctica, empresa especializada em educação corporativa, destaca que uma das principais considerações ao implementar a IA é a relevância para os objetivos do negócio. A IA pode ser usada para otimizar processos, analisar grandes conjuntos de dados, para criação de imagens, pesquisa de informações, para personalizar experiências do cliente, entre outras tarefas. No entanto, a executiva ressalta que sem uma compreensão clara de como a tecnologia se alinha às metas da empresa, sem uma orientação clara do time de como utilizá-la e sem o conhecimento dos termos de uso das ferramentas, o investimento em IA pode ser desperdiçado.

“A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa que pode transformar completamente a forma como as empresas operam. Mas é importante lembrar que a tecnologia deve ser uma aliada estratégica, não uma mera tendência a ser seguida sem consideração adequada”, diz Daniela.

Além disso, a especialista enfatiza a importância de avaliar a capacidade da empresa de lidar com essa novidade. “A implementação muitas vezes requer uma criação de políticas de uso e a disponibilização de treinamentos para que os colaboradores utilizem a ferramenta corretamente, atrelado ao mapeamento das tarefas que poderão ser automatizadas”, destaca da diretora da Didáctica.

Outro fator crucial para determinar a utilização da ferramenta é a ética. A IA pode levantar preocupações sobre privacidade, preconceito algorítmico e impacto social. “As empresas devem estar atentas às implicações éticas do uso da IA. Isso não apenas protege a reputação da empresa, mas também contribui para um uso responsável e sustentável da tecnologia. Portanto, é fundamental conhecer as regras de privacidade e segurança da ferramenta, bem como os direitos autorais que envolvem todos os processos de criação da IA”, aconselha a executiva.

Na lista abaixo, Daniela levanta três perguntas que as empresas devem se fazer antes de implementar a tecnologia para que o seu uso seja eficaz e responsável.

Exatamente qual processo pode se beneficiar da IA?

Antes de implementar qualquer tecnologia ou inovação, é importante os gestores terem muita clareza sobre todos os processos que fazem a empresa girar. Com esta informação fica mais fácil visualizar os gargalos da empresa, os problemas que precisam ser resolvidos ou ainda as áreas que poderiam ganhar em eficiência.

“Existem setores em que essa oportunidade fica muito clara, por exemplo, os que lidam com grande volume de dados. Vale para os gestores o exercício de avaliar o impacto que a IA traria para determinado processo e que tipos de benefícios o investimento traria”, questiona Daniela.

A equipe está preparada?

Qualquer mudança, por mais simples que pareça, requer planejamento, treinamento e atualizações. Quando se fala em tecnologia, a necessidade é ainda maior, pois envolve algo mais complexo. “Não se trata apenas de treinamento técnico. Quando grandes mudanças são feitas é preciso pensar na estratégia de comunicação, para que os colaboradores não se sintam desmotivados ou até ameaçados. Nesse sentido, ter um planejamento de pequeno, médio e longo prazo, que capacite as pessoas as utilizarem os recursos de inteligência artificial e as requalifiquem para evidenciar suas competências humanas em suas funções, é essencial”, lembra a executiva.

O que eu perco se não investir em IA?

Para alguns setores, estar atento às novas tecnologias e implementar mudanças não é uma escolha. Afinal, deixar de acompanhar tendências pode significar tornar-se menos competitivo. “Implementar novas tecnologias pode ser uma exigência de mercado, mas preparar-se para elas é uma postura dos gestores. Buscar informações, conhecer outras iniciativas e traçar uma estratégia detalhada, envolvendo as áreas técnicas, estruturais e recursos humanos, fará toda diferente para o sucesso nos resultados”, finaliza Daniela.

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