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3 empresas de browsers que estão trabalhando com IA

O boom do Chat-GPT, no início do ano, mudou o mercado de tecnologia como um todo e as empresas de browsers começaram a correr para apresentar a seus usuários novas funcionalidades. A Microsoft, por exemplo, apresentou funcionalidades do Bing e do Edge com a plataforma da OpenAI, enquanto a Opera decidiu criar seus modelos dentro de casa. Entenda mais sobre o posicionamento de cada uma das empresas:

Opera

Como qualquer outra empresa de navegadores, a Opera está usando IA para melhorar seu papel, usando essa nova tecnologia e traduzindo-a em uma experiência melhor. Para isso, a empresa lançou a Aria, sua própria IA.

“Começamos com nossos recursos experimentais de IA no início da primavera (norte-americana), lançando alguns recursos integrados a outros serviços de IA nos navegadores. Mas a etapa crucial para nós foi construir e integrar nossa própria IA com Aria no browser. O primeiro passo foi lançá-la no Opera para desktop e depois para Android. Muito recentemente, em agosto, lançamos a Aria no Opera para iPhones”, explica Joanna Czajka, diretora de produto da Opera Software, em entrevista ao IT Forum.

Segundo ela, o primeiro passo é tornar essa tecnologia acessível aos usuários. Além disso, é importante que a Aria seja criada em sua própria tecnologia. “Chama-se compostura e é baseada em diversas ferramentas, como grandes modelos de linguagem. Claro, um deles é com a OpenAI. Esta é a nossa importante colaboração aqui. Mas além disso, tivemos que construir outros módulos. Nossa própria abordagem de como a IA irá interagir com o usuário, começando pela privacidade, segurança e comportamento de segurança. E ainda por cima, claro, é algo que todos procuram: o acesso ao conhecimento atual.”

Leia mais: Arsalan Tavakoli, da Databricks: ‘gestão da mudança’ é desafio da IA generativa para empresas

Para o futuro, Joanna quer traduzir todas as inovações na experiência de navegação mais tranquila possível. “Que é basicamente como você interage diariamente com a web. E o navegador tem essa grande oportunidade de operar além de muitos serviços”, afirma.

Por outro lado, a IA ainda tem problemas de ética. Para resolver, Joanna ressalta que eles não desistem. “Toda tecnologia exige traduzi-la para o propósito certo e para a experiência do usuário certa. E parece muito simples. Acreditamos que a IA deve realmente impulsionar você em tudo o que você deseja fazer. E claro, a tecnologia é muito complexa. Por isso, colocamos muito esforço e, como mencionei, construir nosso próprio ‘motor’ também exige muito.”

Microsoft

A Microsoft lançou, em fevereiro desse ano, uma versão de seu browser Edge e de seu buscador Bing baseada em tecnologias IA, com foco em respostas mais completas, uma nova experiência de bate-papo e de geração de conteúdo.

“A IA mudará fundamentalmente todas as categorias de software, começando com a maior categoria de todas – a busca”, comentou Satya Nadella, Chairman e CEO da Microsoft, na época. “Hoje, estamos lançando o Bing e o Edge alimentados por um copiloto e bate-papo baseados em IA, para ajudar as pessoas a obter ainda mais das buscas e da web.”

O Bing combina grandes modelos de linguagem, como o GPT-4 da Open AI, com o índice de pesquisa para resultados atuais, citados e conversacionais da empresa. Em maio, o Bing ultrapassou 100 milhões de usuários ativos diários e as instalações do aplicativo móvel aumentaram quatro vezes.

A empresa também anunciou um Microsoft Edge redesenhado e promete uma interface de usuário mais elegante e aprimorada, incluindo uma aparência simplificada, cantos arredondados, contêineres organizados e elementos visuais semitransparentes.

Por fim, a Microsoft está expandindo as possibilidades com recursos multimodais no trabalho para incorporar a pesquisa visual no bate-papo, para que o usuário possa fazer upload de imagens e pesquisar na web por conteúdo relacionado.

Mozilla

Em uma iniciativa diferente das outras companhias, a empresa anunciou a criação da Mozilla.ai, uma startup e uma comunidade para construir um ecossistema de IA de código aberto confiável e independente. A Mozilla fez um investimento inicial de US$ 30 milhões na empresa.

A visão do Mozilla.ai é facilitar o desenvolvimento de produtos de IA confiáveis. Segundo eles, o foco é construir produtos e colaboar com pessoas que compartilham a visão de uma IA com responsabilidade e transparência.

Segundo eles, Mozilla.ai será um espaço fora das grandes tecnologias e da academia para que fundadores, desenvolvedores, cientistas, gerentes de produto e construtores com ideias semelhantes se reúnam.

Esta nova empresa é liderada por Moez Draief, diretor geral da Mozilla.ai. Draief passou mais de uma década trabalhando nas aplicações práticas de IA de ponta como acadêmico no Imperial College e na LSE, e como cientista-chefe na indústria.

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