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Notebook ainda é principal computador usado em casa, mas futuro aponta para modelos 2 em 1

Se até pouco tempo, o desktop era o computador mais usado pelas pessoas em casa e nas empresas, esse cenário está ficando para trás. Pesquisa realizada pelo Ibope Conecta em junho de 2015, a pedido da Dell, com 1 mil internautas brasileiros, aponta que o notebook é o modelo mais usado por 56% dos entrevistados. Em seguida, estão o desktop tradicional, com 31%, tablet com apenas 7%, notebooks 2 em 1 com 2% e os computadores “tudo em um” (all-in-one) também com 2%.

Segundo o levantamento, os brasileiros têm, em média 1,9 computador por domicílio e as pessoas consomem cerca de 5,3 horas diárias em frente ao PC ou do tablet. Além disso, 95% dos brasileiros consultados utilizam o equipamento domésticos para acesso à internet.

Ana Claudia Braga, diretora de Marketing da Dell Brasil, mostrou que o estudo identificou que 85% dos consumidores preferem o PC para assistir filmes e séries, 74% para navegar na internet, 73% para acessar e-mails e 60% para ler notícias.

Quando perguntados sobre a marca preferida de computador, 22% dos entrevistados citaram Dell e Apple. Entre os homens, a Dell foi citada como a preferida de 28%. “Já com relação aos atributos mais buscados nos aparelhos, 81% afirmaram qualidade dos equipamentos e 28% melhor custo-benefício”, detalhou Ana Claudia, completando que na parte técnica 57% citaram o processador, 22% a marca, e 8% a memória RAM.

Entre os entrevistados, 34% comprou o principal computador de uso pessoal há mais de dois anos e 46% pretendem adquirir um equipamento nos próximos meses. O levantamento indicou que um quarto dos brasileiros que já possuí algum modelo de computador planeja comprar um notebook.

Quem disputará com os notebooks?
O futuro será promissor para os modelos 2 em 1. De acordo com o levantamento, os modelos híbridos serão responsáveis por 44% da preferência dos consumidores no futuro próximo, enquanto os notebooks serão por 55%, os tablets 31% e 27% os “tudo em um”. O desktop ficará na lanterninha com 18%.

Durante o lançamento do estudo, realizado hoje (22/7), em São Paulo, o presidente da Dell Brasil, Luis Gonçalves, assinalou um dado interessante: 80% dos entrevistados consideram que em dez anos o smartphone vai ser o principal ponto de acesso à internet. “Mas não o único. Por isso, não estamos no mercado de smartphones, nem nunca estaremos. Para nós, o computador é peça-fundamental da nossa estratégia”, esclareceu o executivo.

Mesmo com a queda de 11% na compra de computadores em todo o mundo, Gonçalves destaca que a Dell está na contramão e tem apresentado bons resultados nesse segmento, o que afasta qualquer receio de queda. “Tem sido um momento interessante, de desafios, mas de oportunidade para que os têm mais vigor”, pontou, completando que agora é a hora de investir porque assim é possível distanciar a companhia dos concorrentes e essa estratégia tem dado certo. “No primeiro trimestre do ano, segundo a IDC, saímos de 14% de market share para 14,5%, quando comparamos dados de igual trimestre do ano anterior”, enumerou.

Além disso, o presidente da Dell destacou que a empresa ocupou a liderança no mercado de PCs no primeiro trimestre, é número um em PCs para médias e grandes empresas privadas, e por dois trimestres consultivos é número um em notebooks.

Com o lançamento do Windows 10 na próxima semana, no dia 29 de julho, a expectativa de todo o mercado é de ampliar as vendas de PCs. “Já teremos neste ano produtos com Windows 10 e as datas de lançamento serão divulgadas à medida que as tecnologias chegam ao mercado”, explicou Raquel Braga, gerente de produtos da Dell.

Estratégia
Segundo Gonçalves, a estratégia da Dell para saltar no mercado é bastante clara. “Nosso posicionamento é ser uma marca de Premium e continuar crescendo no segmento de notebooks, com diversos sabores. Além disso, queremos ser a marca 2 em 1 das pessoas e reforçar nossa presença como provedor de soluções de TI ponta a ponta”, sintetizou.

Sobre a estratégia de manter-se como Premium, ele lembrou que a ideia a Dell não entrar em guerra de preço. “Isso nunca é bom. A história dos tablets conta isso. Queremos democratizar a TI, mas isso não significa ser barato, a experiência tem de ser diferenciada. Não queremos entrar em guerra de preço”, explicou.

Ele contou que a Dell tem ampliado sua participação no varejo e que isso tem contribuído também para o salto dos negócios. Somente em 2014, a empresa ampliou em cinco vezes sua presença no varejo. “Percebemos que existia uma demanda reprimida”, observou o executivo.

Gonçalves ressaltou, no entanto, que a fabricante não vai deixar de lado seu site de vendas. “O site da Dell Brasil é a segunda maior loja da Dell no mundo, atrás apenas do Estados Unidos”, assinalou. A companhia também reforçou recentemente sua presença em distribuidoras, além da Network1, agora a Dell também tem parceria com a Ingram Micro.

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