Notícias

Nossa Caixa adota ferramenta de correlacionamento de incidentes

Seguranças armados, portas giratórias, detector de metais. Qualquer um conhece os meios para garantir a segurança das agências físicas contra ataques – e os bancos parecem muito bem servidos nesse quesito. Mas no momento em que o volume de dinheiro transacionado virtualmente (ATMs, telefone e internet) supera o das agências reais, outros tipos de barreiras devem ser criadas pelas instituições financeiras.

Na Nossa Caixa, uma ferramenta de gestão de ativos combinada a um projeto de controle e correlação de eventos foi a receita escolhida, segundo José Waldir Carvalho, gerente de segurança da informação, para garantir o insucesso dos insistentes ataques eletrônicos à instituição. “Há três anos, nosso indicador de ataques bem-sucedidos é zero. Mas as tentativas vêm aumentando muito e sempre”, revela o gerente.

Controlar possíveis ataques depende, na visão da empresa, do controle minucioso de todos os eventos que envolvem os ativos de TI, os quais, quando relacionados a comportamentos-padrão, revelam a existência de um problema ou de uma fraude. No entanto, cada um entre as centenas de equipamentos existentes no ambiente do banco gera logs que precisam ser analisados para a identificação de comportamentos fora do normal. Para realizar esse trabalho, a instituição adotou uma solução de correlacionamento de eventos, fornecida pela Symantec. “Os logs geram muita informação para coletar e basear decisões. A automação fez com que ganhássemos agilidade nos processos”, conta Carvalho. Apesar de ainda estar em fase de implantação e testes, a ferramenta já trouxe resultados para a instituição. De acordo com o executivo, incidentes que, manualmente, levavam dias para serem resolvidos, agora são tratados em 15 minutos.

Iniciado há pouco mais de quatro meses, o projeto já controla aproximadamente 150 ativos – e a empresa pretende ampliar em cerca de 70% o número de dispositivos monitorados ao longo de 2009. “Estamos na fase de refinamento da ferramenta, para reduzir o volume de falsos positivos”, explica o gerente, contando que são identificados cerca de 160 milhões de eventos por mês.

Carvalho conta que o projeto de correlação de eventos faz parte de uma iniciativa maior do banco cujo foco é reduzir a exposição da instituição a riscos – tanto financeiros quanto de imagem. “Neste projeto estão envolvidas praticamente todas as áreas. Pessoal de TI, de negócios, estatísticos, call Center, desenvolvedores, tudo”, diz o executivo. Especificamente para operação da ferramenta, a equipe compõe-se de profissionais de segurança da informação, com foco em resposta a incidentes. “Além disso, temos um comitê montado entre as áreas de tecnologia e negócios e também o integrador. Sem isso, um projeto desse porte não dá certo”, ensina.

O retorno sobre o investimento, apontado pelo gerente como um dos principais desafios para emplacar a iniciativa, deve acontecer, segundo a expectativa da equipe, de quatro a cinco meses após o término da implementação (estimada em um ano). “Foi um pouco difícil de explicar o retorno, mas hoje não temos nenhum problema”, garante. Sem revelar o montante investido, Carvalho conta que o ROI será mapeado tanto sob a ótica de tecnologia (redução do custo operacional e melhor aproveitamento do tempo dos profissionais) quanto pelo ponto de vista da redução do tempo de combate às fraudes. “Trata-se de uma iniciativa complicada durante a implantação, mas que, depois, se paga rapidamente.”

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

14 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

17 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

20 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago