Categories: Notícias

Net quer levar vídeo on demand para iPad e iPhone

A convergência de mídias anunciada já há alguns anos no setor de telecomunicações não atinge apenas banda larga e telefonia. Os conteúdos televisivos integram este movimento e, cada vez mais, o acesso aos programas e aos filmes – via sinal digital ou on demand – será mais popular pelos diversos aparelhos disponíveis no mercado e suas plataformas. De olho nesta tendência, a Net revelou, nesta terça-feira (10/08), um protótipo de uma aplicação que rodará, inicialmente, no iOS da Apple e proverá conteúdo e interação onde quer que o usuário esteja, algo que o CIO da companhia, Miguel Marioni, já havia adiantado ao IT Web em julho.

Ainda sem nome e sem previsão de chegada ao mercado, a ideia é que o aplicativo se comunique com o set-top-box  da companhia e faça com que o aparelho funcione como um controle remoto ou mesmo um ponto de acesso à programação. “Queremos levar a TV para novas dimensões”, projeta Márcio Carvalho, diretor de produtos e serviços da operadora. “O assinante usará o iPad [com tecnologia desenvolvida em parceria] com a Cisco para acesso à grade de programação, escolher o que e quando assistir e trocar o canal da TV.”

Além disso, o aplicativo trará funções que remetem às redes sociais. Durante a demonstração do produto, os executivos da companhia apresentaram uma funcionalidade que permitirá envio de convite para que os amigos assistam ao mesmo programa que você escolheu. Para prover isso, a tendência é que todo o conteúdo da Net seja gravado em uma nuvem, acessada a cada vez que o assinante buscar por um conteúdo on demand, podendo ser um filme ou um programa que ele não conseguiu assistir. “A ideia é gravar o conteúdo na Net para que o cliente não se preocupe com a gravação”, frisa Carvalho

O aplicativo, entretanto, ainda está em desenvolvimento e a escolha do iOS é claramente pelo lançamento do iPad, que, com tela maior, provê uma experiência mais interessante ao usuário. A Net ainda não sabe quando lançará o produto no mercado, mas Carvalho diz trabalhar com 12 meses como prazo razoável. O modelo de negócio também ainda não está definido, mas, provavelmente, será cobrado como serviço, por conteúdo acessado ou requisitado. “Ainda não sabemos quando estará pronto, mas investimos muito em parceria tecnológica, neste caso com a Cisco.”

Carvalho e o presidente da operadora, José Antônio Felix, disseram ainda que a tendência é distribuir o conteúdo tanto pela rede da operadora quanto pela web. O trabalho com múltiplas plataformas é outro desejo manifestado pela empresa. “Mas ainda tem a questões de direito e proteção de conteúdo que estão em discussão. Precisamos também criar um modelo de negócio bem-estruturado remunerando toda a cadeia”, lembra Carvalho.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

2 segundos ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

3 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

5 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

1 dia ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

1 dia ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

1 dia ago