Napster volta com tudo e quer mercado B2B2C

Popular nos anos 2000 por ser um site de compartilhamento de arquivos, o Napster teve sua operação encerrada pouco depois de uma série de batalhas judiciais com gravadoras e artistas, que acusavam o portal de permitir a troca ilegal de músicas. Agora, quase duas décadas depois, o jogou virou. A companhia voltou com outra proposta: a de atuar com streaming de música, mas com um tempero a mais, englobando o mercado B2B2C. Nesse novo cenário, operadoras, artistas e empresas são parte crucial da estratégia.

Em streaming, apontou Marcio Kanamaru (foto), vice-presidente da empresa para América Latina, já são 57 milhões de títulos. Agora, a ideia é fisgar o mercado corporativo. “Vamos contar com novos fluxos de receita por meio de importantes parcerias na América Latina”, contou. O executivo assumiu o posto recentemente com o objetivo de liderar a estratégia de crescimento da empresa na região, abrangendo marketing, vendas e operações.

Em seus primeiros dias no posto, Kanamaru afirmou ter o desafio de associar a marca Napster como plataforma digital. Essa mudança já está em curso aqui no Brasil e será replicada já no começo de 2019 para os demais países-foco da companhia na América Latina – Chile, Argentina, Colômbia e México – claro, alinhado à cultura de cada país.

Várias estratégias estão sendo colocadas em prática nesse sentido, garante ele. Uma delas foi a parceria com a Vivo, que gerou o Vivo Música by Napster. Serviço de streaming de música que permite escutar milhões de músicas no smartphone, tablet ou computador. “Até o final do ano, teremos outras parcerias nesse sentido”, adiantou o executivo sem citar detalhes.

A personalização de listas de usuários, usando analytics e inteligência artificial (AI) também foram colocadas em prática pelo Napster. A empresa conta, por exemplo, com um time de curadores para personalizar listas com base em dados.

Outra frente é a atualização em parceria com gravadoras, que estão reinventando os seus negócios, assim como todo mercado. Há ainda, negociações em curso com uma fabricante de automóveis, que deverá levar experiência para seus clientes com o Napster. “O varejo também está buscando novas formas de encantar o cliente com música”, exemplificou.

Kanamaru não abre números locais, mas conta que o trabalho está apenas começando e as apostas são altas. “Vamos diversificar a atuação, mas as oportunidades são enormes”, finalizou ele.

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