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“Não precisamos vender, nem comprar”, afirma presidente da TIM

A movimentação segue forte no mercado de telecom no Brasil. Com o quase acordo anunciado entre Oi e Altive pelos ativos da Portugal Telecom, os olhos se voltaram novamente ao mercado local e uma possibilidade de acordo entre a brasileira e a TIM. Entretanto, o CEO da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, foi enfático ao dizer que a companhia não tem necessidade de compra ou venda de ativos. “Nosso plano é de crescimento orgânico traçado há bastante tempo e tenho reforçado isso inúmeras vezes. E esse plano de crescimento, que é baseado em investimentos, não apenas está sendo executado, como vem sendo revisado e ampliado ano após ano”, defendeu.

O executivo conversou com alguns jornalistas após falar na abertura de um fórum realizado pela International Telecommunications Society (ITS) no Rio de Janeiro. De acordo com o CEO, inclusive já estão fechados os planos para o próximo triênio 2015/16/17 e só não foi apresentado publicamente porque necessita aprovação dos acionistas. Abreu explicou que o plano a ser anunciado virá com foco no uso da frequência de 700 Mhz, adquirido em recente leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Capex, crescimento de dados e infraestrutura.
Apesar disso, o CEO afirmou que qualquer empresa precisa estar atenta às transformações do setor em que atua de forma a avaliar eventuais oportunidades. “E nós temos declarado que se existirem oportunidades avaliaremos, como foi no caso da GVT. Muitos questionaram qual seria nossa saída sem GVT. E volto a dizer que a GVT foi oportunidade, não necessidade. De lá pra cá, com conclusão do processo de compra não ter acontecido para nós, investimos em fibra em diversas cidades”, comentou, para provocar: “Talvez, existam players no mercado com necessidade de transformações, mas não somos nós.”
Questionado especificamente sobre a manobra da Oi, o executivo não quis entrar muito no assunto dizendo que as perguntas deveriam ser feitas diretamente à companhia, mas lembrou que quando foi anunciado o acordo Oi-Portugal Telecom existia um objetivo de criar uma estrutura mais capitalizada, com mais ativos, para crescer no ambiente. Se a venda dos ativos da PT acontecer, avaliou o CEO, a companhia volta à uma situação similar à de dois anos atrás. “Dizer que recapitalização é solução de todos os problemas não acredito que seja fato concluído, mas quem deve responder a isso é o pessoal da Oi. De qualquer forma, a operação é vista pelo mercado como necessária até para sustentabilidade da empresa.”
*O IT Forum 365 viajou ao Rio de Janeiro a convite da TIM

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