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Não existe investimento sem riscos

A ideia de fazer bons investimentos para alcançar a prosperidade tem sido amplamente difundida nos últimos anos. Mas, a grande questão é que muitos não entendem que essa prática oferece alguns riscos. Quando olhamos o mercado, sempre vamos ver investidores dedicando tempo e constante esforço pessoal para analisar as ofertas disponíveis e escolher aquela que acreditam ter melhor relação risco e retorno.

Sempre existirá um grau de incerteza que se traduz em risco e há três tipos que devemos prestar muita atenção: o risco de mercado – que decorre das condições da economia e podem influenciar no investimento devido as variações de juros, câmbio, preço de ações etc. O risco de crédito – que o tomador dos recursos, que você emprestou seu dinheiro ou aplicou em um determinado empreendimento, não cumpra suas obrigações ou que o investimento não renda o esperado. E o risco de liquidez – que está diretamente relacionado com a facilidade de você regatar ou transferir o investimento.

Por exemplo, no mercado imobiliário, podemos encontrar diversos títulos e valores com os mais variáveis retornos esperados e com diferentes riscos. Por isso, é preciso analisar esses dois pontos sempre juntos e ter desconfiança de investimentos que prometem retornos milagrosos ou fora da realidade do mercado atual.

Na hora de investir, tenha sempre em mente: você precisará gerenciar riscos — inevitavelmente. A recomendação mais comum para reduzir riscos é a diversificação de investimentos. Se você não obtiver êxito em uma aposta que fizer no mercado, terá ainda chances de se dar bem em outras e, na média, poderá conseguir bons retornos.

Outra recomendação importante é buscar informações sobre o mercado financeiro, seus conceitos e comportamento. Tire o máximo de dúvidas, avalie qual é o seu perfil de investidor e procure sempre plataformas que possuam assessores financeiros ou curadorias especializadas.

*Francisco Perez é matemático e engenheiro eletricista, com pós-graduação em Desenvolvimento de Negócios pela EAESP-FG e Finanças Corporativas pela FDC. Atua em diversos conselhos de administração de empresas e startups. Atualmente é head de investimentos da Glebba Investimentos.

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