Notícias

Mulheres na TI não se sentem preparadas, mesmo sendo capacitadas

De acordo com pesquisa da Codenation, 55,7% das mulheres que trabalham com programação não se sentem tecnicamente preparadas para trabalhar na área neste momento.

A pesquisa foi realizada com 1.035 pessoas que se identificam como mulheres entre 16/09/2019 e 01/10/2019. O dado citado acima é ainda maior entre mulheres de origem indígena, sendo 87,5%.

Por outro lado, é apontado que 69,1% já fizeram mais de uma tentativa para entrar no mercado de tecnologia. Das entrevistadas, apenas 7,8% têm mais de quatro anos de experiência como desenvolvedora (CLT ou estágio).

A startup realizou a pesquisa para criar um mapa com o perfil da mulher desenvolvedora brasileira. O objetivo é entender o cenário da contratação de mulheres em TI. Com os resultados, a Codenation visa incluir mais mulheres em times de desenvolvimento no setor.

Em resumo, a mulher desenvolvedora no Brasil “é estudante universitária, ainda sem experiência na área”; se sente despreparada para entrar no mercado porque se vê desvalorizada/constrangida em processos seletivos; acredita que questões como igualdade de salário, diversidade e assédio deveriam ser tratadas.

Segundo a pesquisa, o nível de escolaridade das mulheres desenvolvedoras é de 94,5%:

  • 43,8% têm ensino superior incompleto;
  • 33,5% têm ensino superior completo;
  • 15,6% têm pós-graduação completa;
  • 7,1% têm pós-graduação incompleta.

Também foi relatado que a maioria delas (48,3%) aprendeu a programar em cursos na internet ou na universidade (47,4%). Outras 68% estão em transação de carreira (seja de uma tecnologia para outra ou mesmo de profissão).

O cenário de quem tem experiência vs. quem não tem, de acordo com os dados, fica da seguinte maneira:

  • 57,9% não tem experiência;
  • 17,1% têm até 1 ano de experiência;
  • 9,6% têm de 1 a 2 anos de experiência;
  • 7,8% têm mais de 4 anos de experiência;
  • 7,6% têm de 2 a 4 anos de experiência.

O que precisa mudar

Boa parte das entrevistadas (56,6%) que já tentou entrar ou já faz parte do setor de tecnologia consideram que os maiores problemas são igualdade de salários, diversidade nos times e desvalorização e constrangimento em processos seletivos.

Para 51,3%, é preciso abrir mais espaço em cargos de liderança e mais igualdade na distribuição de atividades e projetos de alta complexidade.

Outras 50% afirmam que o assédio em ambiente de trabalho é um ponto que precisa ser melhorado; sobre esta pergunta, 26% afirmam já terem sofrido algum tipo de preconceito em processos seletivos por conta da gravidez, maternidade ou filhos.

Quando perguntadas se a falta de mulheres na tecnologia pode influenciar em suas decisões profissionais, 46,6% disseram que não, enquanto 44,3% dizem que, sim, foram impactadas.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

12 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

16 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

18 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago