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MSI: quando a governança de dados e a conectividade caminham juntas

De acordo com a Pwc, o ano de 2020 deve terminar com até 50 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo. Com a conectividade fazendo cada vez mais parte do ambiente corporativo, é natural que aumentem também a quantidade de dados trafegados e processados na rede, o número de fornecedores de serviços e até de localizações geográficas nas quais as empresas se encontram. Soma-se a isso o crescente uso de IoT, inteligência artificial, automação, entre outros aspectos, que contribuem para a necessidade crescente de uma governança de TI cada vez mais eficiente.

Nesse cenário, fornecedores têm diferentes processos e trabalham com as mais variadas inovações. Em minha experiência, vejo que quando há o uso isolado destas tecnologias, muitas vezes a equipe tem a sensação de que tudo está realmente funcionando da melhor maneira possível. No entanto, ao olhar de forma global a integração dos diferentes setores, notam-se falhas de segurança, produtividade e gerenciamento. O que se transforma em um desafio para os gestores, que precisam perceber estas possíveis falhas e entender a melhor maneira de fazer com que os diversos setores e as soluções de parceiros trabalhem de maneira conjunta, trazendo eficácia e superando todos estes desafios de governança de dados.

Estas falhas têm um impacto negativo maior do que a maioria imagina. Uma pesquisa do IDC mostra os riscos e prejuízos inerentes da gestão inadequada nas grandes empresas: o custo médio por hora de uma falha na infraestrutura é de US$ 100 mil, enquanto o valor médio de uma falha crítica por hora é de US$ 500 mil a US$ 1 milhão. Isso sem contar perdas de produtividade e vantagem competitiva.

Ao contrário disso, se uma organização gerencia suas soluções globalmente de forma integrada e efetiva, a infraestrutura completa da empresa é beneficiada. Uma forma de cumprir com o desafio de administrar diferentes fornecedores, parceiros, serviços e sistemas é por meio das soluções de Multisourcing Service Integration (MSI), que, como o nome já diz, auxilia na integração dos diversos serviços, melhorando entregas, reduzindo custos e otimizando a performance de maneira geral.

Por meio da análise de requisitos individuais das empresas que desejam implementar o MSI é possível descobrir quais provedores de serviço se integrariam corretamente para oferecer os melhores resultados. Uma abordagem comum é trabalhar com vários provedores, escolhidos por sua especialidade em determinados campos, tendo um integrador MSI fazendo toda a gestao consolidada de todos os serviços. Com essa integração, é possível atingir o gerenciamento completo dos serviços, ter as funções e responsabilidades de cada setor claramente definidas, custos de serviços otimizados e o gerenciamento simplificado de serviços de TI, entre outros pontos.

Para atingir esse nível de governança, no entanto, é necessário optar pelo parceiro ideal de MSI, que precisa compreender os diversos desafios enfrentados pela empresa cliente e ter um profundo conhecimento de diferentes culturas de negócios e modelos operacionais existentes, para conseguir integrá-los de maneira efetiva.

Como podemos perceber, a utilização de MSI é repleta de vantagens. Por meio da implementação de soluções de Multisourcing Service Integration é possível diminuir em torno de 40% o número de incidentes ocorridos dentro da empresa, enquanto que a redução na sobrecarga na área de governança fica em torno de 80%.

Em um momento onde a tecnologia tem todo o potencial para trazer diversos benefícios para as empresas, é necessário ter as ferramentas e os processos adequados, bem como saber integrá-los corretamente. Isso garante que os profissionais de tecnologia dentro da empresa estejam focados em gerar valor para o negocio, aproveitando ao máximo o potencial e as vantagens que esse mundo conectado pode trazer. 

 

(*) Samir El Rashidy é diretor de Serviços Corporativos para Américas

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