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Moss.earth anuncia aporte Série A de US$ 10 milhões

A startup Moss.earth anunciou essa semana o recebimento de um aporte Série A de US$ 10 milhões liderada pela SP Ventures e Acre Venture Partners, e com participação da Jive Investments, Flori Ventures (Celo) e The Craftory. A empresa fornece soluções ambientais baseadas em blockchain e que buscam facilitar a jornada de compensação de carbono das empresas.

Fundada em março de 2020, a startup tem como objetivo principal digitalizar serviços ambientais por meio de blockchain e serviços descentralizados. A empresa promove, entre outras coisas, a chamada ‘tokenização’ de créditos de carbono da floresta amazônica por meio de intermediação e curadoria de projetos de conservação da floresta amazônica.

Segunda a empresa, grandes corporações e pessoas físicas adquiriram mais de US$ 26 milhões em créditos de carbono nos últimos 18 meses. O crescimento declarado é de três dígitos por mês ao longo de 2021, com mais de 200 clientes atualmente, incluindo Hering, GOL Linhas Aéreas, AMARO, Bionexo, iFood e Arezzo, entre outros.

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“Estamos desenvolvendo muitos produtos e serviços significativos da Web 3.0, como a emissão e distribuição de NFTs terrestres da Amazônia e certificação digital de trabalho ambiental, para destravar valor para o planeta e para nossa luta contra as mudanças climáticas”, diz Luis Felipe Adaime, fundador e CEO da Moss.earth.

Vincular o crédito de carbono ao blockchain, diz o executivo, garante o rastreamento digital dos projetos que fazem parte do mecanismo REDD e REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal somado à conservação do território), e a integridade sobre o processo de compensação das emissões geradas pelos processos produtivos. O MCO2, criptoativo emito pela companhia, é listado em exchanges como Coinbase e Gemini. O token também está disponível na rede Celo.

O novo aporte é o terceiro conseguido pela empresa. Em 2020, a Moss levantou US$ 1,6 milhão em rodada liderada pela Pfeffer Capital no mês de junho e US$ 1,8 milhão em um investimento liderado pela The Craftory no mês de novembro.

“A demanda corporativa e da sociedade para compensação de emissões explodiu neste ano à medida que as mudanças climáticas se tornam cada vez mais claras em nossas rotinas”, diz Adaime.

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