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Monitor LCD com conexão DVI é melhor!

Parece óbvio, mas têm muita gente que não dá importância a isso, inclusive alguns fabricantes. O monitor LCD é de natureza digital, cada pixel na tela representa uma coordenada fixa produzida pela placa de vídeo, ao contrário de um monitor CRT onde a imagem da placa de vídeo é traduzida para o meio analógico e assim representada no fundo de um tubo de fósforos de três cores (RGB).

A complexidade do CRT é inimaginável perto do LCD, mas como ele é mais antigo e mais maduro tecnicamente-não há evolução nessa tecnologia há bastante tempo-muitos consideram mais simples e barata que o LCD. Isso não é verdade, o LCD tende a ser mais barato no futuro breve do que CRT, pois ele sim é mais simples e se beneficia dos ganhos de escala em produção.

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Infelizmente, por uma questão de compatibilidade com o padrão anterior, o conector VGA clássico, aquele analógico utilizado nos monitores CRT, se tornaram quase que obrigatórios nos monitores LCD. Você até encontra um monitor com os dois tipos de conector-o VGA análogo clássico e o DVI digital-mas é muito raro encontrar um que só tenha o conector DVI, a exceção dos modelos Apple.

Por isso, por mais absurdo que pareça, o DVI se transformou em um custo extra para o fabricante, embora ele não requeira um conversor analógico/digital como o VGA nem um circuito de correção de imagem. O DVI é um conector direto, sem interferências, barato de implementar, mas como o outro é “padrão” popular, foi ele que se tornou opcional, e só existe nos modelos mais sofisticados.

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Na prática, o sinal oriundo da placa de vídeo é um mapa de pixels com suas respectivas tabelas de cores e luminescência. Pela porta DVI esse sinal chega intacto ao monitor, enquanto que pela analógica ele é convertido para analógico e depois novamente convertido para digital para em seguida passar por um filtro corretor que busca recriar o tal mapa da forma mais parecida com a original. Um monitor LCD ligado por uma porta DVI tem uma imagem perfeitamente nítida, centralizada, com as linhas das letras absolutamente claras, não sofre deformidade ou perda de foco, e não precisa ser ajustado (cor, posicionamento vertical ou horizontal, gamma, etc) pois tudo isso é gerado no PC e administrado pelo driver da placa de vídeo, sem interferências.

Pelo conector VGA, o usuário precisará fazer ajustes de posicionamento, contraste, brilho, entre outros, e muitos monitores tem um software interno que busca a correção ideal, alguns como o Syncmaster 204T possuem até um botão “auto”, que realiza o melhor ajuste possível baseado no sinal VGA analógico que está sendo recebido.

É muito difícil provar pra vocês como a qualidade do DVI é melhor do que a do VGA através de imagens porque o sinal gerado pelas screenshots é idêntico nos dois modos, por isso optei por fotografar em macro alguns pixels do painel e mostrar como é a diferença de uma letra pelos dois modos. Esse método da foto não é preciso, mas dá pra ter uma idéia da diferença. Não custa lembrar que cada pixel que veremos aqui tem 0.255 milímetros e as letras da palavra possuem 2 milímetros de altura somente. A palavra escolhida foi “informação”, mas as fotos cobrem apenas as três letras do centro “rma”.

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O Syncmaster 204T já foi apresentado a vocês, trata-se de um monitor de 20 polegadas com resolução de 1600×1200. Em resoluções altas como essa qualquer desvio na imagem se torna um “borrão”. Alguns amigos já me disseram que não conseguem operar nessa resolução com uma conexão VGA porque a imagem fica borrada, as letras são muito pequenas e perdem definição. Com o DVI esse problema não existe, e esses mesmos amigos concordam com isso.

Eu acredito que em um monitor de 17 ou 19 polegadas, onde temos pixels relativamente grandes para uma resolução nativa de 1280×1024, uma conexão VGA analógica não é tão ruim, mas em um monitor maior do que 20 polegadas com 1600×1200, esse pequeno desvio se transforma literalmente em uma dor de cabeça.

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