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Modernização de infraestrutura não é transformação digital

Segundo a IDC, os investimentos na transformação digital das empresas na América Latina deverão consumir US$ 57 bilhões até 2020, representando 40% das despesas com Tecnologia da Informação (TI). Ou seja, a hora de participar e usufruir desta mudança chegou.

Antes de começar um movimento rumo à transformação digital, precisamos ter claro em que realmente consiste e qual o papel da tecnologia neste processo, em especial ‘cloud computing’. Podemos classificar transformação digital como um processo no qual as empresas fazem uso da tecnologia para reinvenção do seu modelo organizacional, dos seus processos (internos e externos) e no qual as empresas buscam melhorar o desempenho, aumentar sua abrangência de atuação e atingir resultados superiores. Resumidamente, é transformar o negócio com o objetivo de melhorar a experiência de compra ou uso de serviços pelo usuário final.

Para iniciar um processo de Transformação Digital, as empresas devem levar em conta uma série de fatores estratégicos como, por exemplo: a cultura organizacional, gestão empresarial, modelo de negócios, relação com o cliente, processos e contratação de serviços.

O papel da tecnologia neste cenário é o de apoiar e viabilizar a transformação digital, com especial destaque para a computação em nuvem, que torna viável a implementação rápida, segura e a custos acessíveis de projetos que incluam os novos conceitos/tecnologias, que integram esse universo como Big Data & Analytics, IoT (Internet das Coisas) e Machine Learning.

Mas não se engane, a simples migração de servidores ‘on premises’ para a nuvem ou a automação de processos obsoletos estão longe de ser uma transformação digital. Isso chamamos de modernização de infraestrutura. O passo decisivo que colocará qualquer empresa nessa nova realidade passa, necessariamente, pela escolha de uma empresa especializada em serviços de nuvem que auxilie, com o suporte da tecnologia, a viabilizar essa Transformação, da forma mais adequada ao perfil e à estratégia da organização.

Poderia relacionar inúmeros benefícios dessa decisão, mas vou me ater a dois que considero fundamentais: o atendimento ao “time to market” cada vez mais desafiador e a mitigação de riscos (segurança das informações e disponibilidade, por exemplo) que ao sair da agenda operacional dos executivos de TI, possibilita a esses profissionais o foco, junto aos demais gestores, na efetiva Transformação Digital do negócio e da cultura das suas organizações.

* Patricia Mazzonetto é diretora de Marketing e produtos na Dedalus

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